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| Beagá,
Quarta, 24 de janeiro de 2001 d.C. |
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O que valeu a pena no Rock in Rio Por
El Jako Site do festival: www.rockinrio.americaonline.com.br
Outra banda que agradou muito, nem tanto pelo show, mas pela atitude com os jornalistas e toda a mídia que acompanhava com exagero um simples festival, foi o Oasis. Os britânicos foram irreverentes nas entrevistas, tiraram onda com as perguntas idiotas de repórteres baba-ovo e deram um show que a platéia (fã de Axl "Fat" Rose) merecia, morno e por pura obrigação. Na verdade, os irmãos Gallegher fazem um belo teatrinho para passar o tempo de suas turnês e se divertem com as pessoas que ficam ao seu redor morrendo de medo das suas declarações mal educadas. Neil Young & Crazy Horse: eles deram um show para ficar marcado na mente dos roqueiros brazucas de todas as gerações. Quando tocaram "Hey Hey My My", fizeram lembrar os bons tempos em que o rock era rock mesmo. Deram um show de guitarras barulhentas e simplicidade. Valeu todo o esforço para aguentar Kid Abelha e Sheryl Crow, porém somente cerca de 40 mil pessoas resistiram às apresentações anteriores e tiveram o privilégio de conferir o melhor show do festival. O Sepultura e o Deftones fizeram excelentes apresentações. A zoeira dos brasileiros foi de colocar muito gringo para escanteio, Igor mostrou a mesma força e a competência de sempre. O Predador mostrou que tomou de vez o posto de vocalista da melhor banda de rock pesado da atualidade. Já os Deftones também mostraram competência em seu show, Chino Moreno deu conta do recado e a cozinha da banda é das melhores. O hardcore dos californianos foi de qualidade inquestionável. E as surpresas? O Diesel foi de uma coragem fora de série: tocou só músicas próprias para uma platéia que desconhecia completamente seu trabalho. Os meninos têm futuro - só que no exterior, pois aqui vai ser difícil, seu som dificilmente será assimilado pelos tupiniquins. O sul-africano Dave Mathews também surpreendeu, sua banda tocou com muita competência. Mesmo sem utilizar guitarras, seu som deixou para trás várias bandas roqueiras - a mistura de jazz com rock ficou na medida certa e o cara é muito simpático. O Silverchair, embora seja uma mistura de Pearl Jam com Nirvana, fez um show redondo e empolgante, só de colocarem na guitarra um adesivo do Fugazi os australianos merecem nosso respeito. A banda mostrou que pode ser bem melhor do que é, se seguirem o seu caminho natural daqui a uns dez anos vai dar para comprar um CD deles. No balanço geral, o festival teve momentos muito interessantes, desde a "tarde das garrafadas" encerrando o show do Carlinhos Brown até o bolo de aniversário para David Ghrol, do Foo Figthers. Agora, é esperar para que Roberto Medina continue sua empreitada em busca de um mundo melhor (para seu bolso) e em 2003 ficaremos na expectativa de uma escolha mais coerente de bandas para o festival. Poderiam, pelo menos, aposentar uma meia dúzia de dez que já deveriam ter comprado uma casa na praia e tocar somente para seus familiares. Não é mesmo James Taylor, Sting, Capital Inicial, Engenheiros... |
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