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| Beagá,
Quarta, 05 de setembro de 2001 d.C. |
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"A
Tonga da Mironga do Kabuletê" Por
El Jako "Eu caio de bossa / Eu sou quem eu sou / Eu saio da fossa / Xingando em nagô / Você que ouve e não fala / Você que olha e não vê/ Eu vou lhe dar uma pala / Você vai ter que aprender / A tonga da mironga / do Kabuletê/ A tonga da mironga / do Kabuletê / Eu caio de bossa / Eu sou quem eu sou / Eu saio da fossa / Xingando em nagô / Você que lê e não sabe / Você que reza e não crê / Você que entra e não cabe / Você vai ter que viver / Na tonga da mironga / do Kabuletê / Na tonga da mironga / do Kabuletê / Você que fuma e não traga/ E que não paga pra ver / Vou lhe rogar uma praga / Eu vou é mandar você / Pra tonga da mironga / do Kabuletê / Pra tonga da mironga / do Kabuletê." Uma das duplas mais famosas da nossa música popular brasileira é a responsável por essa música, que tem uma das letras escritas em português brazuca mais absurdas de todos os tempos. Toquinho e Vinícius são considerados gênios por muitos, suas composições são cantadas em prosa e verso por inúmeros cabecinhas intelectualóides há séculos. O que não dá para entender é o porquê de tal veneração, afinal de contas quem escreve sobre a tonga da mironga do Kabuletê não deveria merecer o mínimo de respeito de qualquer cidadão de bem. Existem músicas que são escritas para ninguém entender, disso nós já sabemos, mas neste caso parece que esta foi redigida para chocar alguém, e na verdade choca. É de domínio público que o crânio Vinícius de Moraes era chegado numa birita - bom, lendo este texto acima isso fica muito mais latente. O mais engraçado disso tudo é que o cara deve ter se divertido muito com isso tudo e além do mais aproveitou para ganhar um "trocadinho" em cima dos otários de plantão, fãs de qualquer porcaria que nossa musiquinha produz. Aí está o mérito de muitos dos nossos compositores: eles são capazes de fazer grandes porcarias e ainda ficar para a história como imortais e coisa e tal. Não cabe a mim, reles mortal, analisar esta letra, até porque dá uma preguiça e um sono danados, o que vale mesmo é dizer o quanto é possível fazer sucesso com tantas palavras idiotas reunidas. O melhor que posso fazer neste momento é parar por aqui e mandar tudo para a tonga da mironga do Kabuletê, com todo respeito, é claro. E como não tenho dinheiro para degustar um bom uísque, como fazia o grande poeta, vou mesmo é tomar uma cachacinha da roça para ver se dou uma relaxada e consigo dormir depois de me deparar com uma obra deste quilate. |
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