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| Beagá,
Quarta, 06 de dezembro de 2000 d.C. |
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"Sigla
latina do amor (sla 2)" Por
El Jako "Sla on your body, sentimento lascivo ancestral, sla on your mind, sensação de latência amorosa, sla in your soul é a sigla latina do amor. Quando eu beijo clandestinos paraísos se misturam em céus de sampler abstrato, no centro da minh'alma o sol da lua arcaica é suspiro de astrofísico prazer de lingerie. Quer pegar na minha boca, minha pele é madrilenha madureira, catalã, copacabana. Vem garoto, vem garota sussurrar, vem garoto, vem garota, vem gritar." Está certo que Fernanda Abreu fez parte da hilariante Blitz, que tinha algum sentido nos anos 80. Está certo que ela ajudou (pouco, mas ajudou) a mostrar para o mundo branco o poder da música negra. Está certo que ela é uma figura simpaticíssima, naquele bom sentido, é claro. Mas que a letra desta música é uma "coisa de louco", no mal sentido, isto é - talvez a presença constante nos trabalhos de Fernanda de Herbert Viana e Fausto Fawcett, o deus da feiúra, podem estar comprometendo os neurônios da garota carioca, suingue, sangue bom. Para começar, a inusitada mistura de inglês e português no principio da música é de um mal gosto profundo (peraí que eu vou pegar o dicionário pra traduzir o "difícil" idioma que ela utiliza). S.L.A., sigla latina do amor, esta é a tradução que eu conseguir fazer: desculpem-me se está muito ao pé da letra, mas não encontrei outra forma de entender toda essa asneira. Mesmo assim, não consegui traduzir tudo na música; por exemplo, o que poderá significar um "céu de sampler abstrato"? Por mais que eu pense, queime neurônios, que diabos é isso?! E o uso do termo poético lusitano "no centro da minh'alma o sol da lua arcaica é suspiro de astrofísico prazer de lingerie"? Chamem a ambulância, o hospício, pois, se os autores da música não estão loucos, sou eu que estou completamente pirado! Como se não bastassem as viagens freakazóides desta turma, a letra de "sla" traz aquele tom meio de carioca safadinho, sexy e provocante. Sim, segundo este quarteto de escritores de estilo neoclássico, o Rio é o local da lascívia, da luxúria, do prazer. Bocas molhadinhas, beijos sufocantes e lingeries vermelhas são convites para nós, garotos e garotas, curtirmos bem juntinhos e agarradinhos um belo namoro ao luar arcaico. Haja capacidade de dizer bobagens, mas nós temos bom humor de sobra para interpretar nossos gênios da mpb. |
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