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| Beagá,
Sábado, 09 de setembro de 2000 d.C. |
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"A
Seta e o Alvo" Por
El Jako "Eu falo de amor à vida / você de medo da morte / eu falo da força do acaso / e você, de azar ou sorte / eu ando num labirinto / e você, numa estrada em linha reta / te chamo para festa / mas você só quer atingir sua meta / sua meta / É a seta no alvo / mas o alvo, na certa não te espera / eu olho para o infinito / e você de óculos escuros / eu digo "te amo" / e você acredita quando eu juro / É a meta de uma seta no alvo / mas o alvo, na certa não te espera / então me diz qual é a graça / de já saber o fim da estrada / quando se parte rumo ao nada." Partir rumo ao nada: essa deve ser a meta de Paulinho Moska, que já fez parte da pífia banda Inimigos do Rei, e, de uns tempos pra cá, está tentando enganar, dando uma de artista cabeça da nossa MPB. Parece perda de tempo comentar a letra desta música, mas é que as vezes a gente ouve essa maravilha num consultório, esperando a hora do exame de endoscopia, e se choca com as rimas e com o poeta que existe dentro de Moska. Primeiro, vamos tentar entender o que é "falar de amor à vida": o que será isso, como decifrar este enigma? Parece que Moska está querendo conversar com alguém que só lhe diz o inverso - que profundo! Está tudo errado: ele anda num labirinto e o você em linha reta, ele quer ir à festa e o você quer atingir a sua meta (será que o você é o Romário?), ele olha para o infinito e o você de óculos escuros. Peraí, essa eu não entendi. Tá bom, o cara é muito inteligente e é normal que nós, pobres mortais, não compreendamos suas metáforas. Paulinho Moska deveria pelo menos deixar mais claro qual é a graça de escrever uma aberração da natureza como esta. Esta música deveria ser trilha sonora da equipe olímpica brasileira de arco e flecha. Êpa, o Brasil não vai levar nenhum representante para o arco e flecha... o alvo, na certa, não os espera. |
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