Beagá, Domingo, 27 de agosto de 2000 d.C.

"Meia-lua inteira"
Carlinhos Brown

Por El Jako
E-mail: eljako@abacaxiatomico.com.br

"Meia-lua inteira / Sopapo na cara do fraco / Estrangeiro gozador / Cocar de coqueiro baixo / Quando enganado se enganou / São dim dom dão São Bento / Grande homem de movimento / Martelo do tribunal / Sumiu na mata adentro / Foi pego sem documento / No terreiro regional / Poeira ra ra / Poeira ra ra / Terça-feira capoeira ra ra ra / Tô no pé de onde dé ra ra ra / Verdadeiro ra ra ra / Derradeiro ra ra ra / Não me impede de cantar ra ra ra ra / Tô no pé de onde dé ra ra ra ra / Bima berimba a mim que diga / Taco de arame cabaça barriga / São dim dom dão São Bento / Grande homem de movimento / Nunca foi um marginal / Sumiu na praça adentro / Caminhando contra o vento / Sobre a prata capital."

Esta música apresentou para o Brasil um compositor que nunca mais largou do nosso pé: Carlinhos Brown. E tudo foi culpa do Caetano Veloso, que tornou esta música um sucesso naquela novela da Globo, Tieta. Depois, o magnânimo Pepeu Gomes fez o favor de repetir a dose e gravar esta bobagem também. Daí pra frente, o mundo ganhou um mala eterno: Carlinhos Brown. Inclusive eu sugiro a criação de um dicionário que traduza do carlinhosbrownês para o português algumas expressões como: Bima, berimba, são dim dom dão e amor I love you. Esta música encheu tanto o saco que eu acho que não exista alguém na face da terra que resista a uma audição desta aberração da natureza. Foi o início de um reinado que parece interminável: depois de "Meia lua-inteira" (como assim, "meia-lua inteira"? As fases da lua não são nova, cheia, crescente e minguante? Que história é essa?), nunca mais nossa música popular brasileira foi a mesma. Viva Carlinhos Brown! Viva o Caê! Viva a mediocridade da nossa música! Viva! Viva!

"Equatorial" - Lô Borges, Beto Guedes e Márcio Borges

 

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