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| Beagá,
Quarta, 16 de outubro de 2002 d.C. |
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Avril Lavigne Por
Cajabis Cannabis
E como os canadenses devem gostar e se orgulhar do lixo que produzem, afinal de contas a nova sensação da música pop mundial pelos próximos 15 minutos vem daquela terra: é a aborrecente Avril Lavigne, que lançou há uns três meses o torpedo Let Go. Esse projeto de mulher insiste que é inteligente e capaz, afinal de contas assina todas as treze (péssimas) faixas deste seu primeiro álbum. Basicamente, é aquela história: se você assistiu ao clipe da moçoila na MTV, não perca seu preciosíssimo tempo ouvindo o resto e vá fazer alguma coisa mais útil - tipo arrancar as sombrancelhas ou ler os nomes da lista telefônica. Avril é uma bobagem, suas músicas são uma tolice, com letras bobas e pretensiosas - olha o nome de uma das faixas, "Anything but Ordinary" ("Qualquer coisa, menos comum"). E, convenhamos, poucas coisas são mais estúpidas do que um aborrecente pretensioso tentando provar pra todo mundo que não precisa provar nada pra ninguém (salve, Renato Russo!). Na verdade, a menininha parece que se empolgou porque ouviu uma música do Nirvana quando pegou um disco do irmão mais velho emprestado e viu o Eddie Vedder na MTV e achou o sujeito um gato. E passou a andar de skate todas as tardes com os amigos, depois de um animado passeio no shopping. E pronto, ninguém mais segura a fera. Mas essa pose é tão verdadeira quanto uma nota de 3 reais. O que acontece simplesmente é o seguinte: Avril não tem a bunda grande como a da Britney Spears, muito menos os peitos da Cristina Aguillera, é lisa igual uma tábua. Não dava então pra fazer concorrência com as boasudas. Entretanto, ela tem um rostinho bonito, daí foi devidamente produzida para ser uma rebelde, algo como uma Sandy grunge, como bem definiu o El Jako. Ela até poderia fazer um dueto com o Chorão, do Charlie Brown Jr. É bem provável que a garotinha suma juntamente com suas musiquinhas insípidas e melodias pop/farofentas/descartáveis, mas como no mundo da música tudo pode acontecer (tudo mesmo), não é improvável que Avril Lavigne vingue, construa uma "sólida" carreira e se torne mais um símbolo canadense, como Alanis Morissette. E eu só fico com pena dos pobres esquimós daquela terra inóspita... |
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