| |
| Beagá,
Quarta, 14 de agosto de 2002 d.C. |
|
Megadeth Por
Cajabis Cannabis
Quem conhece o Megadeth sabe que a banda faz o mais convencional heavy metal farofa, típico dos anos 80, sem criatividade, com riffs de guitarra repetitivos, vocal tipo "mamãe, sou mau" (lembra até um pouco o Charlie Brown Jr.) e solos que impressionam apenas adolescentes acéfalos. E para quem não conhece os caras, um recado: vá ouvir os clássicos do Iron Maiden ou do Black Sabbath, evite essa porcaria. Mas... falar o quê de um disco ao vivo de uma banda dessas?... Nada foge do padrão Megadeth de (baixa) qualidade. Logo no início de "Bread And The Fugitive Mind", um recadinho todo singelo do Mustaine: "Let me introduce myself / I'm a social disease". Ai meu Deus, que mêda! Vamos internar o sujeito, então. "Wake Up Dead" é chata, com solos intermináveis de bateria e guitarra que torram a paciência, é muito preciosismo pro meu gosto. Já bocejaram ouvindo música alta e barulhenta? Pois é, o Megadeth provoca justamente esse efeito. E tem tanta podreira que é uma tarefa franciscana ouvir este disco por completo. Quer dizer: os DOIS discos!!! Álbum duplo, sofrimento duplo. "Angry Again" ressalta bem o espírito do ouvinte que se dispõe a encarar essa empreitada. "She Wolf" tem oito minutos de vozinha de mau, riffs chatos, solos bobocas... E é impressionante como tudo é praticamente igual no disco. Se eu fosse fazer a crítica no "esquema Sukrilius", faixa por faixa, iria sempre escrever as mesmíssimas coisas. Quem ouviu uma música, ouviu todas. Pra economizar a paciência, vale ouvir o gran finale com "Holy Wars" - nove minutos que não acabam nunca, final apoteótico pra emocionar os fãs e tudo o mais, com uma marchinha e uns trompetes... Ah, só uma coisinha: o álbum é dedicado às vítimas do 11 de setembro. Não preciso dizer mais nada, preciso? Esperamos que o Megadeth descanse em paz e que esse disco seja realmente o epitáfio dos caras. E que o Dave Mustaine vá curtir a família, os filhos, os netos, bisnetos no sítio ou na fazenda, em algum buraco no Tennessee ou no Arkansas, onde ninguém possa encontra-lo e onde ele se esqueça do resto do mundo. E que os médicos que acompanham seu estado de saúde o proíbam de tocar guitarra, afinal de contas o problema nos tendões do braço pode voltar, isso é muito perigoso, vamos pensar na saúde do cara - e na nossa, também... |
|
©
Todos os direitos reservados
Melhor visualizado em 800x600 Recomendamos Internet Explorer 4.0 ou superior |