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| Beagá,
Quarta, 27 de dezembro de 2000 d.C. |
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Sérgio
Britto Por
El Jako
Depois da esdrúxula banda Kleiderman, quando tocou com o inchado Branco Mello e fez um som pseudo-punk-anárquico, Sérgio deveria ter se mancado, poderia ter ficado em casa tocando para os filhos. Mas não, quis lançar esse álbum. A Abril Music, espertíssima com o teor de FM das faixas, deu a maior força e mais do que rápido o CD foi gravado. Tudo é chato no disco: a capa é feiosa, as músicas sacais e até o clipe é horroroso, muito ruim mesmo. Os arranjos simples, as harmonias ricas e as músicas melódicas são desculpas para um álbum picareta, gravado nas coxas e "às pressas", antes que o carnaval chegasse e o Natal acabasse. Vamos as musicas (?), então: "Cama, mesa e banho" é a menos pior do disco - lembra alguns momentos inspirados de álbuns anteriores dos Titãs; "Os olhos do sol" e "Pensamento # 2", infelizes parcerias com Arnaldo Antunes, são daquelas músicas babas mesmo, sem sal e sem o mínimo de respeito a quem as está escutando. "A Minha Cara" e "Igual a todo mundo" trazem Sérgio fazendo duplinha com o companheiro de banda Marcelo Frommer - são mais pesadinhas que as anteriores, mas mesmo assim de qualidade questionável e de fácil apelo comercial. As regravações "Cinco bombas atômicas", de Jorge Mautner e Nélson Jacobina, e "O bem, o mal", poema musicado de Torquato Netto, estão no disco só para dar um quê de cabeça ao trabalho, ou seja: servem para tentar disfarçar a cara-de-pau de se lançar um álbum tão comercial e chulé. Fica um conselho para Sérgio Britto: da próxima vez que os Titãs entrarem de férias, vá passear com a família e gastar seus rios de dinheiro, é muito mais digno e menos vexatório. E pode aparecer sem boina - afinal, todo mundo sabe que você está careca, mesmo. |
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