Beagá, Quarta, 06 de dezembro de 2000 d.C.

Cidade Negra
Enquanto o mundo gira

Por El Jako
E-mail: eljako@abacaxiatomico.com.br

Enquanto o mundo gira, a banda Cidade Negra continua sendo a péssima dos péssimos no rock brazuca. Seu novo álbum é uma prova de que se você não sabe lidar com um determinado tipo de novidade tecnológica é bom ficar longe dela, ou então tentar aprender antes de picaretar. Mas como as gravadoras não estão nem aí, querem é que o produto venda, o Cidade Negra sobrevive, e com sobras.

O disco novo da banda do Orfeu, ops, Toni Garrido, faz uma mistura de rock pop farofento, com reggae que faz Bob Marley se retorcer no caixão e música eletrônica (essa, todo mundo conhece bem e acha o máximo estar podendo entrar na onda). A faixa título pretende ser um trance, variação da música eletrônica que faz sucesso entre os descolados londrinos, mas na verdade os caras não passam de concorrentes do Ary Toledo em piadas sem graça. "A flecha e o alvo" é a música de trabalho (mas que trabalho, heim?), letra insossa e fórmula "mágica" para arrecadar fundos para o cabeleireiro de Orfeu. As participações mostram a verdadeira cara do disco: Dulce Qunetal (lembram-se do Sempre Livre? "Eu sou free, sempre free, eu sou free demais!!!"), Nelson Motta (o mala do século da MPB), Bernardo Vilhena (quem?), os já sem neurônios Zé Ramalho e Jorge Mautner, e quem? Quem? Herbert Vianna!! Claro, ele não poderia ficar de fora desta!

Pois é, o novo disco do Cidade Negra não traz nenhuma novidade de fato: vai tocar nas FMs, no Planeta Xuxa, vai vender razoavelmente bem e é a mesma coisa de sempre, música pop para pessoas sem mente. Agora, é esperar pela turnê, pelos projetos mil dos caras e pelas entrevistas cabeças de quem diz que está no mundo para ser feliz...

 

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