Beagá, Quarta, 29 de novembro de 2000 d.C.

DJ Camilo Rocha
Rave trip 2

Por El Jako
E-mail: eljako@abacaxiatomico.com.br

Existem alguns DJs brasileiros que se acham os tais, pensam que estão em Londres fazendo música de vanguarda, arrasando quarteirões. O DJ Camilo Rocha é um deles e seu segundo disco não passa de uma repetição do primeiro, será uma seqüência do terceiro, e assim por diante, até o final dos tempos, enchendo cabeças desavisadas de tolices mercadológicas eletrônicas.

Para aqueles que acham o máximo ir a raves e se esbaldar durante toda a noite, este disco pode até funcionar. Mas para quem quer ouvir músicas feitas por algum ser pensante humano e não por uma máquina com milhares de megabytes de memória, esta obra pode se tornar insuportável. Parece que com esta nova onda do século que se inicia, a "eletronic body house trance mega music", o homem vai se tornando andróide aos poucos e Blade Runner e Jetsons vão se tornando cada vez mais parecidos com a vida real. Mesmo com toda a tecnologia a seu favor, Camilo Rocha faz um disco insosso e muito, repito, muito cansativo. As batidas vão aos poucos acabando com a paciência do ouvinte, que deve precisar ir tomar um ecstasy correndo para ouvir este tipo de som.

Ao mesmo tempo, quero deixar bem claro que não tenho nada contra a música eletrônica. Não há como negar os sons produzidos por Kraftwerk, New Order, Asian Dub Foundation, Moby, Tricky e etc. Como qualquer outro estilo musical, o bate estacas dá margem para que os picaretas de plantão apareçam e destruam a sua "boa intenção". Muitos DJs se disfarçam de magos, de gênios e donos da bola da vez, fazendo um bando de modernosos se acabarem (enganarem) nas pistas de dança em todo mundo. Cuidado! Não caia em ciladas!

 

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