Beagá, Domingo, 22 de outubro de 2000 d.C.

Renaissance
At the Royal Albert Hall with the Royal Philarmonic Orchestra

Por El Jako
E-mail: eljako@abacaxiatomico.com.br

Tão difícil como dizer o longo título do disco é ouvi-lo por inteiro. O absurdo é tão grande que uma música chega a ter meia hora de duração, aquele show de virtuosismo que enche a paciência de qualquer ser humano com o mínimo de bom senso.

O Renaissance foi (digo foi porque a banda não existe mais, só se for em pesadelo) uma daquelas bandas dos anos 60 e 70 que pregavam pelo mundo a utopia de paz e amor. Na época até que eles passavam batido, pois aquele som ainda era aceitável, mas com o passar dos anos suas músicas adquiriram cheiro (sim, isso é possível!!) de naftalina, talvez nem Flit, a famosa barata do desenho de Níquel Náusea, nos seus momentos de maior alucinação aguentaria ouvir este disco. Se o Renaissance já era insuportável por si só, imaginem com uma Orquestra Filarmônica ao lado? Fico imaginando quem é capaz de comprar um disco como este: um vovô que perdeu todos seus neurônios nas festas hippies dos anos 60, ou será um daqueles adolescentes saudosistas (de quê?) que perambulam pelas ruas com estampas de Jim Morisson e Raul Seixas? Este álbum pode ser uma boa sugestão para os dentistas que podem tocá-lo na sala de espera enquanto o paciente aguarda para ser atendido, assim ele descobre que há coisas piores do que tratar de um canal ou fazer uma extração.

Enfim, se existe vida após a morte, o Renaissance é uma prova disso. Dê este disco de presente para seu ex-chefe que te mandou embora porque você chegou dez minutos atrasado ou para sua ex-sogra para se vingar das maldades que ela cometeu com você. Que tal? Eles vão A-D-O-R-A-R!!!

 

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