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Ele
voltou! Bem... Você deve estar se perguntando: quem? Eu respondo:
o Lulu Santos, ele voltou!!! E você deve estar se perguntando,
novamente: tá, e daí? Qual a relevância disso?
Bem, e eu respondo novamente, dizendo que se quisermos entender
o porquê da música brasileira estar atolada nessa lama
há pelo menos uns vinte anos, temos a obrigação
de darmos uma olhadinha na obra desse sujeitim aí: sua contribuição
para essa mediocridade toda é imensa. É, aquele carinha
que deu o maior piti outro dia porque o Faustão cortou a
apresentação dele na televisão - diga-se de
passagem, escrevendo um dos textos mais imbecis e mais mal escritos
que já li em toda a minha curta existência na face
deste planeta.
Sim,
ele está de volta após dois retumbantes fracassos
comerciais e o sucesso (dizem, né) do seu acústico. Neste
Bugalu, Lulu tenta retomar o caminho da glória (pra
ganhar o prêmio Multishow e o troféu ABACAXI ATÔMICO
do ano que vem) fazendo música pra tocar nas FMs babacas
de nosso Brasilsão de Deus pra ver se alguém cai na
sua conversa e compra o disco. Well, além do faniquito que
ele deu com o Fausto Silva, a faixa "Já É!" é tema de
novela da Globo - ajuda, né? Assim, ele aparece na mídia
do jeito que seu ego manda, mas muito além do que o bom senso
permitiria.
E pra
entupir os ouvidos e a paciência da galera, o cara chama o
tal do DJ Memê e mistura soul, funk, dance e disco music com
um vocal cada vez mais afetado e uma arrogância cada vez maior.
Ouvindo o novo álbum de Lulu Santos, surge logo uma indagação:
repetem-se os anos 80 por picaretagem, incompetência, cara-de-pau,
falta total de talento... Ou é tudo isso junto? É retrô demais
da conta, sô!
"Já
É!" já é ruim; a gente toma um tremendo susto logo de saída. Lembra
o tema das "Panteras", a série de televisão - bem trash mesmo! "Melô
do Amor" tenta evocar, desesperadamente, Tim Maia - principalmente
no refrão. O problema é que Lulu Santos não tem talento nem pra
lamber o chão que o Tim Maia pisou. "Leite & Mel" tem uma letra
imbecil (pra manter o nível costumeiro das letras do indivíduo)
e "se inspira" em (vamos dizer claro: copia) Prince.
E por
aí segue um desfile de baboseiras, monstruosidades musicais
e aberrações como "Sem Pressa": "Um encontro casual
/ fica sobrenatural..." e aí o ouvinte vai até a cozinha / e toma
um sonrisal / porque rima imbecil como essa / não tem mesmo igual...
/ e faz qualquer cidadão de bem / passar muito mal...
"Jahu"
é um outro porre. Pinta na história um tal "Van Daime
do andaime"... hummm!!! Essa doeu. Na outra encarnação, eu
bati na minha mãe enquanto ela tava lavando roupa, eu mereço ouvir
isso. Bugalu é, resumindo, um disco pop que já
nasceu ultrapassado, chato, que busca fôlego em citações que já
eram aborrecidas vinte anos atrás e hoje soam datadíssimas logo
quando da primeira audição. Este disco é pior ainda do que você
pensa. E acho que já falei o bastante, o suficiente pelo
menos, para adverti-lo a ficar o mais longe possível desse
álbum.
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