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O Bidê
ou Balde continua sua epopéia, parece que os caras querem porque
querem ser uma espécie de Blitz da virada do milênio. O resultado
é um bando de marmanjos querendo ser engraçadinhos. E só. Mas problema
é que não tem a menor graça. Tá bem, pode ser que eu esteja ficando
velho, mas o segundo álbum da banda, Outubro ou Nada, é deveras
chato. Tecladinhos pop, guitarras que chamam a atenção (parece o
Weezer, dã...), até aí nada muito constrangedor. Apenas muito
trivial. No entanto, há dois problemas básicos: o vocal de Carlinhos
Carneiro, muito fraco, e as letras, terríveis.
Pra
começar, o nome do álbum revela uma tentativa de serem originais
a qualquer custo - como se o título do disco fosse legal... e mesmo
assim, parece que há uma banda com esse mesmo nome. É a primeira
bola fora. As músicas são tão estranhas quanto uma série de piadas
sem graça contadas por aquele seu cunhado, o cara é até gente boa
e você ri pra não deixá-lo sem graça. Mas depois da terceira anedota,
você é forçado a pedir licença pra se mandar do recinto...
Sobre
as músicas, há pouco para ser dito. Uma guitarra legal inicia "Hollywood
#52", que até dá pra animar o ouvinte. Mas depois a música se perde
para um pop grudento e muito datado, que parece que não vai acabar
nunca. Falando em se perder, a música seguinte é "Cores Bonitas".
Tem "lá, lá, lá" e tecladinhos. E por aí vai, o álbum inteiro parece
sempre bater nas mesmas teclas: tecladinho, backing vocal, piadinha
sem graça aqui, outra ali...
Êh,
disco chato. Cita Jesus and Mary Chain em "Adoro Quando Chove",
mas não tem nem como comparar. "Matelassê" chega a irritar, de tão
boba. E aos trancos e barrancos, o ouvinte é obrigado a ouvir uma
interminável mediocridade. Posso estar até sendo muito rigoroso
(ou mala mesmo) ao jogar esse disco na lixeira, mas Outubro ou
Nada é monótono, pouco inspirado, enfim, insignificante,
que demonstra que criatividade não é, definitivamente, o forte desse
pessoal. Já passou da hora de chutar o balde... e o bidê, tudo junto.
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