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Uma
polêmica tem rendido muito assunto de uns tempos pra cá
entre os desocupados de montão: é a Preta Gil pelada
no encarte do seu álbum de estréia como cantora (esperamos
que seja o de estréia e também o de encerramento de
carreira). É uma conversa fiada aqui, um comentário
besta ali, apresentadores de televisão, colunistas de jornal,
palpiteiros de plantão... Todo mundo horrorizado ou constrangido
ou esboçando alguma reação. Com certeza, esse
assunto é muito interessante, mas tanta coisa já foi
discutida a respeito que nós, do ABACAXI ATÔMICO, iremos
nos calar sobre isso.
É
obiviú que essa lenga-lenga toda só serve pra promover
o disco da filha do ministro Gilberto Gil. É até curioso
notar a "irritação" de Preta Gil pela repercussão
do fato. Porque, afinal de contas, é só por isso que
ela está aparecendo sem parar na mídia. Como vivemos
em um mundo maravilhoso, num país sensacional, onde não
existem problemas e a televisão mostra entretenimento de
excelente qualidade, além de só veicular a verdade,
nada mais que a verdade (o Gugu e o seu Domingo Legal que
o digam), Preta Gil tem espaço suficiente para mostrar sua
cinturinha de quibe e seu enorme tras... ops, talento.
"Não
fiz um disco mercadológico, canto o que acredito", afirmou Preta
Gil com enorme convicção. Isso é desculpa caso o disco
não venda nada - o que é provável, não propriamente pelo fato de
Prêt-à Porter ser um verdadeiro esterco musical, mas pelo
discurso anacrônico da filhota do ministro, que afirmou a intenção
de fazer um "trabalho de arte". Bem, se ela quer que o disco chame
a atenção pela suas próprias qualidades musicais
e não pelas suas fotos pelada, pode tirar o cavalinho da
chuva: Prêt-à Porter é simplesmente indefensável.
Quero ver o crítico musical que vai ter a coragem de falar
bem desta coisa.
Os
abacaxinautas me perdoem, mas eu joguei a toalha na quarta faixa
do disco, "De Toda Maneira". E chega. Acho que ouvi mais do que
o suficiente pra dar meu veredicto: é o pior disco do ano, sem dúvida,
e dificilmente será superado. Não teve pra Engenheiros, Lulu Santos,
Tatu, Frejat, Nenhum de Nós... Nem o Jota Quest. Sim, é isso mesmo:
Preta Gil é PIOR AINDA do que Jota Quest. Inacreditável.
Vamos
rapidamente citar alguns adjetivos que possam caracterizar este
álbum: ridículo, vergonhoso, abominável. Os arranjos
das músicas se parecem mais com jingles de comercial e Preta
Gil é uma péssima cantora. Falta-lhe tudo: carisma, personalidade,
vibração. Ah, e claro, talento também. Pelo menos, há um
ponto positivo: a produção do álbum é fantástica, porque conseguiu
tornar a voz de Preta Gil QUASE suportável. Deve ter dado um trabalhão.
O mais
engraçado da história é que Preta Gil não
quis chamar nenhum artista consagrado para gravar com ela ou participar
do disco - provavelmente, ninguém iria querer se arriscar
a queimar o próprio filme nesta empreitada. Daí, convidou
filhos de artistas famosos, amigos do papai... Ari Moraes, autor
de algumas músicas, é filho de Moraes Moreira, e o guitarrista Pedro
Baby (argh!!!) é filho do casal Baby Consuelo e Pepeu Gomes. A julgar
pelo que fizeram aqui, são dois incompetentes de mão
cheia, que ajudam muito a exlicar o naufrágio desta verdadeira
epopéia musical: as músicas são ridículas
e os arranjos são pavorosos. E ponto final, não preciso
falar mais nada. Até jogar esse traste na lixeira é
uma baita perda de tempo.
E não
me venham com essa de que "você não está
analisando o disco, musicalmente falando...", queixa que vez
ou outra recebo dos irados abacaxinautas. Quem quiser analisá-lo,
que ouça ele por inteiro. É por conta e risco de cada
um.
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