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| Beagá,
Quarta, 27 de dezembro de 2000 d.C. |
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The
Stone Roses Por El Jako
No final dos anos 80, este disco causou furor: era como se fosse uma bomba lançada no mundo da música mundial. Como um som tão simples poderia causar tal impacto num mercado pop ansioso por novidades a cada segundo? Os Stones Roses venderam bastante, fizeram shows com platéias enormes, e depois simplesmente desapareceram. Surgiram de volta, uns cinco anos depois, com um disco morno, que já anunciava o fim da banda: Ian Brown (vocal) e John Squire (guitarra) saíam buscando novos horizontes em carreira solo. The Stones Roses mistura uma música extremamente assobiável com guitarras psicodélicas e um vocal discreto, fazendo uma combinação perfeita que resultou num dos melhores álbuns da década. "I wanna be adored" é uma prova da pretensão dos caras da banda em se tornarem popstars, o que lembra muito o Oasis. "Waterfall" lembra o melhor dos Kinks com uma roupagem anos 90. "Elizabeth my dear" remete aos momentos inspirados de Simon and Garfunkel. E tem mais: "Made of stone" é viagem colorida pelos anos 70 com guitarras bem distorcidas e "This is the one" mostra que bandas como Echo and the Bunnymen também serviram de fonte de inspiração para os Stone Roses. O Stones Roses foi uma daquelas bandas relâmpago que caiu de pára-quedas com este discaço no mundo pop, numa época em que o marasmo tomava conta e bandas com receitas de sucessos miraculosos pipocavam. Seu som mostra que a simplicidade muitas vezes pode ser um remédio para os ouvidos e a mistura, desde que bem feita, produz resultados históricos, como este som psicodélico/pop. Boa viagem ao som de Stone Roses. |
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