| |
| Beagá,
Quarta, 28 de fevereiro de 2001 d.C. |
|
The
Fall Por El Jako
Perverted by Language marca justamente a entrada da guitarrista e baixista Brixie na banda, o som fica mais redondo e digerível mas continua com as esquisitices e loucuras tradicionais que marcariam estes ingleses para sempre. A produção do álbum ficou a cargo de Steve Parker - este homem conseguiu fazer com que os inúmeros integrantes chegassem a um acordo e fizessem um som menos, digamos, corrosivo. Em "Eat Y'Self Fitter" a impressão que se tem é a de que o The Fall é composto por um bando de loucos que não sabem se querem fazer teatro dos horrores ou música experimental: são 6 minutos de pura viagem ao mundo imaginário de Mark Smith. Já em "Neighbourhood of Infinity" a coisa vai ficando mais clara e límpida: a guitarra é anos 80, a bateria é pesada e, quando a gente começa a acreditar que os caras são normais, o caos chega e toma conta, a música vira uma confusão daquelas - mas muito bem conduzida, diga-se de passagem. "Garden" é, sem medo de errar, uma das músicas mais bonitas da banda, é meio deprê, lembra muito Lou Reed e seu Velvet Underground; é bem longa (cerca de 8 minutos) mas não dá para se cansar com as belas harmonias tiradas dos instrumentos dos caras, que pareciam viver mal na Inglaterra. Alguns momentos do disco deixam claro que o The Fall dialogava de perto com Ian Curtis e Cia. Ltda., aquele belo som feito por alguém que está atolado na angústia e no desespero. O baixo de Steve Hanley em "I Fell Voxish" é um verdadeiro show e a percussão a cargo de Paul Hanley é diferente de tudo que se tinha ouvido até então. Em "Hotel Blöedel" o vocal discreto de Brixie lembra Kim Gordon e Patti Smith e é possível escutar violões ao fundo de um som totalmente alternativo e elétrico, bela integração do que para muitos era impossível e contraditório. Muitos são os discos do The Fall que são básicos, como Bend Sinister por exemplo, mas Perverted by Language é um marco para a banda. A perfeita combinação de um som mais "escutável" com a pura experimentação anterior dá um resultado muito satisfatório. É possível ouvir sonoridades neste álbum que não estão presentes em nenhum dos álbuns anteriores ou posteriores destes malucos de Manchester: violões, teclados e sintetizadores combinam-se com perfeição e transformam o som da banda numa orquestra pós-punk de primeiríssima qualidade. Onde navegar: http://www.pipeline.com/~biv/FallNet/index.html (entrevista com Mark E. Smith, links para outras páginas) http://www.freedonia.com/~jeff/fall/ (letras das músicas, discografia e links) http://www.visi.com/fall/ (site oficial) http://www.furious.com/perfect/fall/fall.html (resenhas sobre discos da banda, além de entrevista com Steve Hanley e Tommy Crooks) http://home.worldonline.dk/~mattias/fall/ (My Fall Collection: discografia) http://members.tripod.com/~GColeman/index.html (The Biggest Library Yet - versão online do fanzine da banda) http://www.dcs.ed.ac.uk/home/cxl/fall/index.html (página de fã com discografia, entrevista, história da banda) http://members.tripod.com/~the27points/lineups.html (história da banda, contada por um fã desde o tempo em que eles eram conhecidos por "The Outsiders") |
|
©
Todos os direitos reservados
Melhor visualizado em 800x600 Recomendamos Internet Explorer 4.0 ou superior |