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| Beagá,
Quarta, 27 de dezembro de 2000 d.C. |
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The
Clash Por El Jako
Na época do lançamento de London Calling o Clash foi acusado de traidor do movimento (pura balela) por colocar pianos ("The Card Cheat"), batidas meio reggae ("The Guns of Brixton") e sons extremamente pop ("Train in Vain") em suas músicas. Mas desde o início Joe Strummer (turco da cidade de Ancara), Mick Jones, Paul Simonon e Topper Headon tinham esta característica: ao mesmo tempo que eram punks banguelas, faziam hits que tocavam facilmente nas rádios. London Calling foi eleito o melhor disco da década por inúmeras revistas especializadas e, por incrível que pareça, elas tinham uma certa razão. O disco traz pérolas (no bom sentido) do rock mundial, como é o caso da beatnik "Brand New Cadillac", que é uma releitura do rock'n'roll básico dos anos 50, e de "Spanish Bombs", que já apontava para uma mistura que hoje é consagrada: ritmos latinos com rock, letras em espanhol e em inglês ao mesmo tempo. "Lost in the Supermarket" é a baladinha punk do disco, e "Revolution Rock" mostra que os caras também escreviam bem e falavam dos novos rumos que a música poderia tomar no começo dos anos 80. Se existe um disco que você não pode deixar de ter na sua prateleira em casa (por mais clichê que esta frase possa parecer), este é London Calling. Foi neste álbum que os britânicos do The Clash mostraram maior inspiração e ousadia. Suas músicas influenciaram todas as gerações posteriores: sempre, em alguma época, vai existir uma banda querendo imitar o Clash: pode ter certeza disso, meu caro. |
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