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| Beagá,
Quarta, 29 de novembro de 2000 d.C. |
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Patti
Smith Por El Jako
Seus poemas eram totalmente alucinados e suas músicas não ficavam para trás: remetiam desde a Lou Reed, que conveceu a gravadora Arista Records a contratá-la, até Van Morrison. A produção do disco ficou a cargo de John Cale, ex-Velvet Underground. Reza a lenda que os dois quase saíram no tapa, devido às maluquices de ambos, durante as gravações. A faixa de abertura do disco, "Gloria", a princípio parece um hino bem anos 70, meio hippie e contestador; aos poucos, o piano calmo e tranqüilo dá lugar à boa e velha (na época nova) guitarra punk. "Redondo Beach" é totalmente oposta, com influências de reggae é daquelas músicas autênticas de praia com muito sol. "Birdland" é um delírio alucinante com várias vozes remixadas e conta a história da vida de um fazendeiro, doideira total. "Land", uma música de três partes e quase 10 minutos, fala de Johnny e suas experiências malucas - comuns, no entanto, para a geração que descobria a tríade sexo, drogas & rock'n'roll. A banda, por sinal de primeira linha, era formada por Richard Sohl no piano, Lenny Kaye nas guitarras (este era companheiro de Smith nos tempos de jornalistas e fã de Bob Marley com toda certeza), Jay Dee Daugherty na batera e Ivan Kral no baixo. Horses é um disco fundamental para quem quer entender melhor o que aconteceu com a música antes, durante e depois do estouro do punk rock: é muitíssimo inspirado, é Patti Smith no seu auge. |
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