| |
| Beagá,
Quarta, 12 de setembro de 2001 d.C. |
|
Mudhoney Por El Jako
Em 1988 o Mudhoney surgia com um som que lembrava muito as bandas de punk rock, mas somado com uma gritaria e com um som caótico tirado dos seus amplificadores valvulados e dos seus pedais fuzz. As letras dos caras eram completamente desprentensiosas, diferentes principalmente do discurso político demagogo dos ex-companheiros que fundaram o Pearl Jam, pop hard rock do bem vindo noroeste dos Estados Unidos. A ironia depravada e escarnecedora do Mudhoney detonava a sociedade americana e tudo que fosse mainstream: talvez este tenha sido o principal motivo da banda não ter estourado em termos de vendas e popularidade, mas com certeza esta não era a intenção dos seus membros. Superfuzz Bigmuff é uma compilação dos principais singles do Mudhoney, uma reunião dos mais importantes clássicos dos pais do movimento que encheria o mundo de cabeludos de barbichas esquizóides vestidos com camisas de flanela. O single de estréia da banda não poderia faltar e abre o disco com a agressividade e a podridão necessárias: "Touch me I'm Sick" se tornou o hino de jovens junkies de todo lugar onde se escutava o bom e velho rock'n roll. "Sweet Young Thing Ain't Sweet No More" já é uma faixa mais lenta, mas que não perde a barulheira, gritaria e o sarcasmo produzido principalmente pelo guitarrista e vocalista Mark Arm - é o Mudhoney mais sombrio, mas não menos irônico. Completando a trinca inicial fabulosa do álbum, "Hate the Police" é o tipo de música feita para se quebrar tudo que tem na frente, punk rock catártico e visceral, uma verdadeira explosão sonora mostrando que, para fazer música de qualidade, não basta saber ler partituras e falar como um professor de conservatório. É uma bomba atrás da outra nesta belíssima coletânea. Tem "Need", a louquíssima "Mudride", "Halloween" (gravada quando o Mudhoney abria um show para o espetacular Sonic Youth) e também "You Got It", outro clássico de uma das bandas mais esculhambadas do planeta Terra. É isso aí: há discos que são obrigatórios; outros, que é um crime inafiançável não possuir, e este é o caso de Superfuzz Bigmuff, álbum que demonstra um fato: na maioria das vezes, os primeiros álbuns das grandes bandas são os melhores. Sabem por que desconfio disso? Quanto menos produção, quanto menos Liminhas e Brian Enos existirem no mundo da música, melhor (ou pior, depende do seu referencial sonoro) para os nossos ouvidos. Viva a tosqueira!! Viva a barulheira!! Viva a música feita com mais alma e honestidade do que técnica e produtos dietéticos, se é que vocês me entendem!!! Onde navegar: http://www.ocf.berkeley.edu/~ptn/mudhoney/ (artigos, entrevistas e notícias sobre a banda). http://www.unofficial-mudhoney.com/ (the unofficial Mudhoney.com: discografia, notícias da banda). http://www.geocities.com/Paris/Rue/6345/mudhoney.html (tablaturas de músicas da banda para guitarristas). http://members.tripod.com/~fearon/ (site de fã com letras, biografia e discografia). http://www.angelfire.com/sk/seattlebands/mudhoney.html (artigos, letras, história da banda...). http://www.angelfire.com/md/goatcheese/ (fotos de shows, biografia). http://electricfactory.com/artists/mudhoney/titler.html (fotos da banda ao vivo). |
|
©
Todos os direitos reservados
Melhor visualizado em 800x600 Recomendamos Internet Explorer 4.0 ou superior |