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Mano
Negra
Casa Babylon
Virgin Records, 1994
Por El Jako
E-mail:
eljako@abacaxiatomico.com.br
Todos
os discos do Mano negra são legais, mas este, que é o último, é o melhor,
sem dúvida. Mano Chau, líder da banda, sempre disse que eles procuravam
misturar tudo o que fosse possível nas suas músicas: o cara cantava em
inglês, espanhol, francês e até em árabe, na música "Sidi h’ Bibi" do
álbum Putas Fever. Em Casa Babylon eles começam a fazer
experiências mais interessantes com a música eletrônica e têm uma grande
sacada quando mexem com as paixões futebolísticas das pessoas com a música
"Santa Maradona", fazendo uma homenagem não só ao craque doidão do futebol
mundial mas também às torcidas do esporte mais popular do mundo. A primeira
faixa do álbum, "Viva Zapata", já mostra a faceta política dos caras:
"el pueblo, unido, jamas sera vencido!". Depois, eles detonam os latifundiários,
grande mal das sociedades terceiro-mundistas, na música "Señor Matanza":
"¿El decide lo que va, dice lo que sera / Decide quiem paga dice quien
vivira? Esa y esa tierra y esse bar son propriedad / Del Señor Matanza".
Mais tarde, continuam sua manifestação contra o sofrimento dos países
pobres com as músicas "Bala Perdida" e "Machine Gun" ("basta, eu quero
paz!").
Os caras também têm
viagens lisérgicas em outras músicas como "Super Chango", um super-herói
mais poderoso que o Batman e o Superman. Pena que o Mano Negra se foi,
mas eles também deram o ar da sua graça aqui na capital mineira num show
em 92. Confesso que fui ao show para ver uma banda desconhecida na época,
indicada por um amigo meu, o Skank... Eles tocaram no mesmo evento, mas
nem me lembro do show da banda de Samuel Rosa. O que ficou gravado na
minha memória foi o doido do Manu Chão pulando de um lado para o outro
como um macaco, o "The Monkey" da faixa 3 do Cd. Hoje, Manu Chao está
em carreira solo e seu disco foi lançado recentemente no Brasil. O nome?
Clandestino, esperando la última ola... - imperdível, a gravadora
é a mesma.
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