Beagá, Quarta, 03 de janeiro de 2001 d.C.

Joy Division
Closer
Factory Records, 1980

Por El Jako
E-mail: eljako@abacaxiatomico.com.br

Ian Curtis, Bernad Dicken, Stephen Morris e Peter Hook fizeram sua primeira apresentação juntos em agosto de 77, com o nome de Warsaw, numa pequena casa de shows de Liverpool, o Eric's. Mais tarde, já como Joy Division, os caras assinaram um contrato com uma gravadora independente, onde lançariam seu primeiro álbum, Unknown Pleasures (79). O vocalista Ian Curtis apresentava, na época da turnê inicial da banda, sérios problemas de saúde, o que complicava suas apresentações ao vivo.

Mesmo assim, em março de 80 foi gravado o melhor álbum do Joy Division e um dos mais influentes da década, Closer. Neste disco, eles emplacaram seu primeiro e talvez único sucesso, "Love Will Tear Us Apart", que foi lançado como single nos Estados Unidos com boa vendagem. A música já mostrava o futuro que a banda poderia tomar, com uma forte presença dos teclados e sintetizadores. As músicas de Closer são dramáticas, sombrias e com letras poéticas/caóticas, que ilustram todo o processo depressivo de Ian Curtis. "Heart and Soul", "Decades", "Isolation" e "A Means to an End" são as melhores do disco, misturando punk-rock, Velvet Underground, música eletrônica e Jim Morrisson. Em maio de 80, o Joy Division preparava-se para uma turnê pelos Estados Unidos, quando no dia 18 Ian Curtis cometeu suicídio, enforcando-se na sua casa, na cidade de Macclesfield. O disco saiu em junho e já era póstumo; chegou ao primeiro lugar na parada britânica. Pouco tempo depois, os três sobreviventes da banda faziam sua reestréia, sob o nome de New Order, e lançavam seu primeiro álbum, ainda muito influenciados por Curtis: Movement.

A duração mínima do Joy Division ajudou a tornar a banda uma lenda do rock inglês: o som soturno e os versos simbolistas de Ian Curtis marcaram para sempre a história da música. Até hoje, os livros de poesia de Curtis têm boa aceitação em meios universitários e entre jovens que procuram na vida algo mais do que sorrir e dançar. Closer foi o retrato de uma época que mostrava para o mundo uma outra face da música, menos glamourosa e colorida, bastante triste: os tempos de paz e amor haviam terminado.

The Clash

 

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