Beagá, Sábado, 19 de agosto de 2000 d.C.

House of Pain
House of Pain
Tommy Boy, 1992

Por El Jako
E-mail: eljako@abacaxiatomico.com.br

O RAP sempre foi ligado à cultura negra, principalmente nos Estados Unidos, mas em fins da década de 80 e início de 90 jovens brancos começaram a se interessar pelo hip hop passando a grafitar, dançar break e fazer seus raps. O House of Pain, ao lado dos Beastie Boys, foi o grande representante do "RAP de branco", com uma diferença: os primeiros sempre fizeram RAP, já os Beastie Boys descobriram o estilo já com a carreira iniciada no estilo hardcore.

Este trio americano composto pelos DJs Lethal, Muggs e Everlast (que se lançou há pouco tempo em uma carreira solo mais pop) fazia um RAP pesadão e com batidas pra lá de dançantes. Agradavam tanto aos já tradicionais rappers como a aqueles que não conheciam direito o estilo. As faixas "Jump Around" e "Shamrocks and Shenanigans" se tornaram hinos para os fãs da banda e embalam festas até hoje, ideal para quem dança no estilo das torcidas de futebol. Mas o disco não se resume a essas duas faixas: "Put your head out" mostra Everlast tentando passar mensagens positivas para a galera, "Guess who's back" tem samplers do bluseiro Albert King da música clássica "Cold Feet" e "Come and get some this" também se destaca por conter trechos de "I'm funky" da desconhecida Grootna. Enfim, House of Pain é disco básico para quem quer entender RAP e acha que ele não pode ser feito por brancos: pode sim, e com propriedade. Se você puder comprar o disco americano, vai se deliciar com o remix das duas faixas mais famosas, onde entram samplers de clássicos do jazz do selo Blue Note. Se não puder, compre o nacional mesmo que já está de bom tamanho.

Talking Heads

 

© Todos os direitos reservados
Melhor visualizado em 800x600
Recomendamos Internet Explorer 4.0 ou superior