Beagá, Quarta, 11 de julho de 2000 d.C.

Fugazi
Repeater
Dischord Records, 1990

Por El Jako
E-mail: eljako@abacaxiatomico.com.br

Este é o segundo disco do Fugazi, banda que tem uma postura política bastante radical e que defende a filosofia straight edge que, resumindo, diz não às drogas, às bebidas alcoólicas, ao sexo sem amor (não é erro de digitação!), além de dizer não ao consumo de carne. Claro que essa filosofia engloba mais um monte de coisas, mas não vou gastar o meu tempo citando-as aqui, já que o que interessa mesmo é o som da banda. O legal mesmo do Fugazi é que os caras não fazem concessões com gravadoras (têm a sua própria) e são contra a MTV (oba!). Eles não fazem videoclipes e não deixam a emissora veicular suas imagens, ou seja, quem quiser conhece-los deve ir aos shows. E que shows! A banda já esteve em Belo Horizonte por duas oportunidades, em 1994 no finado (infelizmente) BHRIF, Festival de Música Alternativa da capital mineira, e em 1997, lançando o álbum Red Medicine. Em ambas oportunidades, foi indescritível.

Neste disco seu som está ainda mais cru, bastante parecido com suas apresentações ao vivo, cheio de energia. Ian MacKaye berra como um louco contra a política suja do pais em que vive (EUA), Guy Picciotto, o outro vocalista-guitarrista tem uma voz mais amena, mas solta a garganta quando necessário. Destaque para as músicas instrumentais do disco, "Brendan 1" e "Joe number one", e as porradas como "Repeater" e "Merchandise". Definir o som da Banda? Difícil: hardcore, melódico às vezes, porrada outras. O Fugazi é uma das bandas mais entrosadas da história do rock. Detalhe: em seus discos, aparece sempre uma advertência dizendo "este CD deve ser vendido a U$ 8", mas vale mais!

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