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| Beagá,
Quarta, 29 de novembro de 2000 d.C. |
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F.F.F. Por El Jako
O som do disco é o típico som de festa de verão, onde se encontram surfistas, skatistas e rappers: não há lugar para som deprê ou introspectivo, é pura celebração. O vocalista é daqueles que levanta até defunto, as guitarras esbanjam suingue, os metais são colocados na hora certa sem encher a cabeça de ninguém; para completar, um baixo marcante sem maiores virtuoses e um tecladinho "safado", que lembra as bandas de soul music dos anos 60. A faixa "Marco" resume o disco inteiro, gritos guturais e esganiçados, um som de pistas de dança a moda antiga misturado com uma pauleira funk metal e muito bom humor sem ser idiota. O F.F.F. surgiu numa época em que apareciam Living Colour, Faith No More e outra bandas do gênero já citadas que colocavam num liquidificador rap, metal, funk e soul. Poucas souberam usar todos os ingredientes de forma correta: a maioria apareceu e sumiu ao mesmo tempo, como o Spin Doctors, por exemplo. A maior dificuldade de Blast culture para os brazucas é comprá-lo: por ser pouco conhecida na América, o disco está fora de catálogo neste continente. A solução é tomar uma daquelas facada$ homérica$ em nome da música ou esperar sua tia ir a passeio a Paris e trazer este presentinho da melhor qualidade. Embora a banda não seja conhecida na terra do Tio Sam, na Europa ela estourou e vendeu razoavelmente em países como Inglaterra e Holanda. A alegria e o suingue do French Funk Foundation foram ingredientes fundamentais para conquistar países frios e cinzentos. |
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