Beagá, Quarta, 03 de janeiro de 2001 d.C.

Bob Dylan
Highway 61 Revisited
CBS, 1965

Por El Jako
E-mail: eljako@abacaxiatomico.com.br

No início dos anos 60, um cantor com um violão debaixo do braço e letras ásperas de protesto na cabeça se destacava no mundo underground da música. Robert Allen Zimmerman saiu de casa com 17 anos de idade (não, não é aquela música do Gerald Thomas, ops, Sá & Guarabira, desculpem a falha) para estudar na Universidade de Minessotta. Foi por lá que ele adotou o pseudônimo de Bob Dylan e começou a fazer shows em pequenas casas noturnas; logo depois, ele se mudaria para New York City. As canções rebeldes de Dylan faziam o músico começar a se destacar e ganhar fãs. Assim, ele acabou contratado pela gravadora Columbia em 61, e no ano seguinte já gravava seu álbum de estréia, Bob Dylan.

Os primeiros álbuns de Dylan são marcados por um som quase totalmente acústico e folk. A grande virada se dá em Highway 61 Revisited. Neste álbum, o poeta, conhecido por seu violão e sua gaita, se rende ao mundo das guitarras, baixos e baterias. Era o rock'n'roll fazendo parceria com um dos maiores compositores de todos os tempos. Seu eterno sucesso, "Like a Rolling Stone", é uma prova da nova fase do músico, que tocava com uma banda respeitável naquela época. "Ballad of a Thin Man", "Just Like Tom Thumb's Blues" e "Queen Jane Approximately" são os destaques do disco. O vocal áspero de Dylan se misturava a sons mais pesados (para a época é claro), com novas influências mais pra blues e para o rock básico, sem se esquecer das origens folk do americano da cidade de Duluth.

Com Highway 61 Revisited Bob Dylan entra de vez no mundo dos melhores da história do rock. Sua voz fanhosa, seu estilo introspectivo, sua gaita e violão ficaram para a posteridade. Sobre músicas que trazem discursos engajados, ele teoriza: "canções com mensagens são, como todo mundo sabe, um saco. Só editores de jornais de faculdade e garotas com menos de 14 anos têm tempo para elas". Este é Bob Dylan.

Joy Division

 

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