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| Beagá,
Quarta, 07 de fevereiro de 2001 d.C. |
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Black
Sabbath Por El Jako
Na época do lançamento deste disco inaugural, reinava na música mundial o rock progressivo e eram comuns festivais recheados de hipongas clamando por um mundo melhor, justo e harmonioso. O Black Sabbath remava contra a maré; dizia Ozzy: "nossa música é uma reação a toda essa babaquice de paz, amor e felicidade". O vocalista da banda veio de uma família pobre, sua infância não foi das mais coloridas e na adolescência Ozzy foi um delinqüente de marca maior, freqüentador das cadeias de seu bairro. Revolta era o que não lhe faltava e a ideologia hippie era pura asneira para ele; a música da sua banda refletia o espírito dos integrantes. O disco começa ao som de uma tempestade, com sinos macabros para assustar os mais sensíveis. De repente, após a chuva, surge a tempestade sonora comandada por Tony Iommi: "Black Sabbath" é uma daquelas músicas que ficaram para a história e que poucas pessoas desconhecem, justamente pelos riffs poderosos da guitarra de Iommi. "The Wizard" começa com uma gaita, influência bluseira dos caras - mudança no peso? Nada disso, os malucos continuam mandando brasa com um som poderosíssimo. "Behind the Wall of Sleep" mantém a porrada; depois, são pancadas seguidas de pancadas em "Evil Woman, Don't Play Your Games With Me". Iommi tocava como ninguém: originalidade nua e crua, o som extraído de seu instrumento era sinistro, mórbido, cruel, era heavy metal. Geeze Butler mandava ver no seu baixo com um entusiasmo de quem poderia quebrar tudo e, por falar em quebrar, Bill Ward detonava sua bateria: em "Sleeping Village" ele mostrava toda sua técnica apurada e um peso incrível, Ward era pra lá de competente. Não se pode esquecer das letras das músicas do Black Sabbath: em "N.I.B" e "The Wizard", a obsessão pelo demônio e pela magia negra era assustadora. Nos anos 70, o Sabbath foi acusado de fazer apologia ao "Tinhoso", mas segundo os integrantes da banda isso não passou de folclore, uma forma de dizer que eles não faziam parte de mais uma banda paz e amor. "Tínhamos interesse em magia negra, mas nunca pensamos que fosse marcar tanto a nossa imagem", segundo Ward. Fazer o quê? Os cabelos grandes, as roupas pretas e os crucifixos de cabeça para baixo que traziam no peito nunca foram mais relevantes, porém, que o som produzido pela banda. A música desses ingleses serve de influência para bandas de hoje e sempre: ao escutar aquela guitarra pesada e sinistra seja em que época for, nunca deixe de se lembrar do Black Sabbath. |
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