Beagá, Sábado, 11 de agosto de 2000 d.C.

Beastie Boys
Check Your Head
Grand Royal Records, 1992

Por El Jako
E-mail: eljako@abacaxiatomico.com.br

Os Beastie Boys podem até ser uma banda que se tornou extremamente chata e politicamente correta. Mas, no fundo, o principal motivo deles terem virado o que viraram foram as suas cópias xerox, que pipocaram depois do seu sucesso. E vejam bem: os Beastie Boys foram mais copiados no estilo (grife) de se vestir do que no som propriamente dito. De repente, usar tênis Adidas, boné e roupa de skatista era a grande onda e centenas de grupos começaram a fazer isso. Só depois as pessoas se ligaram que, além disso, misturar rap com rock and roll também era uma boa sacada.

Check your head já foi muito melhor! Peraí, não se assustem, é que quando ouvi o disco pela primeira vez me pareceu fantástico, indescritível e viajante. As duas primeiras características se foram, mas ouvir este álbum continua sendo uma viagem sonora. Há música para todos os gostos, como "Gratitude", "Time for Livin", que são mais rápidas, quase hardcore com gritarias, remetendo às origens punk da banda.

"Finger lickin good" e "So wat'cha want" são músicas para dançar em festas pulando feito macaco, no estilo do álbum anterior, Paul's Boutique. "Namasté", feita sob medida para ser acompanhada por um cigarrinho não convencional, e até músicas instrumentais com os quatro componentes mostrando que sabem tocar seus respectivos instrumentos, como "In 3's" e "Pow".

Este disco lançou os Beastie Boys para o estrelato. Daí para frente, veio Ill Comunication e a bombásica Sabotage. Depois, sinceramente, os caras se cansaram. E, na verdade, deu para se cansar deles. Justiça seja feita: não deu para esquecer que, de adolescentes malas que tiravam sarro dos artistas roqueiros, Mike D, Adam Yauch e Ad Rock passaram a músicos de qualidade, antenados e lançadores de moda.

The Jesus and Mary Chain

 

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