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| Beagá,
Quarta, 06 de novembro de 2002 d.C. |
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Dance
of Days Por
Indiegesto
Lançado em 1997, 6 First Hits é um marco do underground "noventista" destes lados, considerado por muitos o primeiro disco emocore brasileiro, soando atual até hoje. Com a idéia inicial de ser apenas um projeto (já que os integrantes tinham outras bandas), o Dance of Days acabou ficando coisa séria, fazendo shows disputados e antológicos por aqui. Quem se lembra dos shows no bar nômade Alternative lá na Penha (que depois foi para a Vila Madalena, virou Meca indie junto com a Torre do Dr. Zero e voltou para seu bairro inicial) sabe do que estou falando. Após 6 First Hits, o DOD já lançou dois discos: A História não tem Fim (2001, reeditado em 2002 com mais músicas) e Coração de Tróia (2002 acabou de sair do forno mas eu ainda não escutei). Esses dois últimos lançamentos são todos cantados em português, o que, particularmente, acho que fez a banda perder um pouco do "charme" - mas seus shows continuam memoráveis, com um público muito amplo que vai do menino sensível (como o blogueiro que o Henry ficou com vontade de socar) que fica nos cantos do bar, passando por meninas à beira da histeria na frente do palco, até aquele gordão com camisa do Madball socando a galera nas rodas. Resumindo: diversão garantida. Sugiro que você comece por este disco para entrar no mundo do Dance of Days. Assim, você pode aproveitar para depois engrossar o coro de "prefiro quando eles cantavam em inglês" de boa parte dos detratores que até hoje escutam a banda escondidos no quarto. Pelo menos assunto você vai ter, mas vamos ao que interessa. "I thought it was only a brand start" abre o disco, é basicamente uma conversa de relacionamento sobre um hardcore veloz mas com boas melodias escondidas, ideal para escutar em movimento (seja no carro ou no ônibus lotado). "Left" mantém o pique da primeira música e a letra engrossa o caldo de relacionamento mal-resolvido (ou desastroso). Já em "Fallen" o lado mais melódico da banda aparece bem, como as escorregadas do vocal (tão ruim que fica bom). Essa música cairia bem no repertório do finado Pin Ups numa boa. "Monsters under Your Bed" é uma daquelas famosas músicas "quebra tudo". A letra mantém o tom de desabafo, com um belo trabalho de guitarras. "Plague" é a minha canção favorita do disco, com aquele refrão que fica na sua cabeça, vocal chorado (alguém aí gritou Morrissey?) e uma letra que te deixa pensando como esse vocalista tem azar com seus relacionamentos (alguém aí gritou Morrissey de novo?). O disco fecha com "Lastkissmissed", que começa com um belo trampo de bateria, tem um refrão levanta defunto mais uns berros aqui e ali. Daí o disco acaba e te obriga a apertar o repeat do seu aparelho. Uma curiosidade sobre o Dance of Days é que eles já estiveram em uma coletânea com o At the Drive In, lançada pelo selo do vocal do DOD (Teenage in a Box), me parece que o selo iria lançar o ATDI no Brasil. Entretanto, eles viraram o "novo Nirvana" e isso acabou impedindo que o negócio se concretizasse (falta de $$$). De qualquer forma, essa é uma boa pedida caso você se interesse por rock que tenha peso e sensibilidade na medida certa - piadinhas infames à parte. Ah, preciso falar que o preço do disco é baratinho? Não, né? Então, você está esperando o quê? Para conhecer mais sobre o Dance of Days, adquirir o disco e ler o blog da banda (é, eles também têm blog): www.danceofdays.net. Se você for um pão duro que não quer saber de comprar discos, todas as músicas da banda (os 3 discos) estão aqui: www.mp3.com/danceofdays. |
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