| |
| Beagá,
Quarta, 01 de maio de 2002 d.C. |
|
Garbage Por
Cajabis Cannabis
Em compensação, o álbum é "assobiável" e "cantável" com extrema facilidade. As músicas são gostosas, despretensiosas e fáceis de se ouvir. Alternam-se as mais pesadas e dançantes, com direito a guitarrinha cortante em alguns trechos, como "Shut Your Mouth" e "Til The Day I Die", e as baladinhas - aliás, são as músicas lentas que chamam mais a atenção: a bela e angustiada "Cup of Coffee", música boa pra tardes chuvosas e dolorosas, com direito àquela dor de cotovelo. Em "Silence is Golden", Manson capricha nos vocais ao lado de riffs precisos de guitarra - talvez seja a música mais roqueira do disco, e é justamente a que provoca maior impacto no ouvinte. Logo depois, vem a maliciosa e bem pop "Cherry Lips", onde o refrão (Go Baby Go!) já diz tudo - você não consegue tirá-lo da cabeça, ainda mais com a voz de Manson destilando uma displicência deliciosa. Em suma: um tesão de música, com direito a um discreto tecladinho... Pra dançar, vale "Breaking Up the Girl". E as letras? Nada pra ser levado muito à sério. Tem música tipo "nosso namoro está indo pro vinagre" ("Drive You Home"), tem uma melancolia meio "não acho sentido para minha vida vazia agora que você me deu um pé na bunda" ("Can't Cry These Tears Anymore"), uma deprê tipo "ninguém me ama, sou a pior das criaturas" ("Nobody Loves You"), ou besteiras mesmo ("Parade"). Beautiful Garbage é um bom disco, com boas músicas, ótimos momentos, divertido, mas/e/ou descartável. Este último julgamento depende única e exclusivamente de seu ponto de vista; de qualquer maneira, uma coisa não dá pra negar: a competência da banda e o carisma de Shirley Manson, que magnetiza o ouvinte com sua voz. Coloque esse disco pra tocar na sua festa (no início dela, claro) e pode me convidar: é prenúncio para uma noite bacana. |
|
©
Todos os direitos reservados
Melhor visualizado em 800x600 Recomendamos Internet Explorer 4.0 ou superior |