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| Beagá,
Quarta, 23 de maio de 2001 d.C. |
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Brassy Por
El Jako
A banda é formada por Muffin Spencer (guitarrista, vocalista e, além disso, irmão de Jon Spencer, do Blues Explosion, que barbarizou em terras tupiniquins há pouco menos de um mês), Stefan Gordon (guitarra), Jonny Barrington (um dos melhores bateristas da nova safra) e Karen Frost (baixo e vocal), o último a integrar o time. Junto com estes quatro integrantes, teve forte presença no álbum o DJ Sweet: o rapaz mostrou que entende não só de pick ups, mas também da área de criação, aparecendo com batidas potentes e às vezes arrasadoras. O disco começa com uma vinheta de apresentação do Brassy, coisa simples, pequena e meio maluca, dá-se a impressão que vem por aí mais um disco cabeça que não diz nada com nada. Logo em seguida, tem início o atropelamento sonoro: "No Competition" começa a mostrar a cara da banda, com um mix de rap, rock e sons modernos. O vocal de Karen Frost é pra lá de cool e ao mesmo tempo a banda faz um barulho infernal e caótico. A força da bateria de Jonny Barrington é sentida em faixas como "Parkside", "Work It Out" e "I Gotta Beef" - o cara segura a onda enquanto os outros integrantes viajam com seus instrumentos. Aliada à batida eletrônica, a bateria de Barrington faz uma base difícil de se ver nos tempos de hoje. De vez em quando o Brassy se passa como uma banda de festa, dá pra perceber isso em "That's The Way", a música é bem, digamos... energética, preparada para embalar pistas de danças de todo o mundo. As guitarras ficam em segundo plano na primeira metade de Got It Made, mas em "You Got It" Muffin Spencer deixa claro que está no sangue o fato de pegar uma guitarra e tirar dela o máximo de barulho possível. Sem se perder em viagens noises psicodélicas, a faixa é um hardcore do século XXI. Em "Who Stole The Show" o Brassy mostra que pode atirar em várias direções com qualidade, a música é um funkão no estilo George Clinton e James Brown com um DJ pra lá de esperto e competente. Fica difícil falar qual é o ponto alto de Got It Made. O disco é todo bom: do início ao fim, os caras não deixam a qualidade sonora sair da linha que pretendem fazer. As batidas do Brassy talvez sejam o grande segredo da banda, são muito pesadas e dão uma potência incrível para estes quatro bons músicos. O som produzido por Muffin e companhia é pura diversão, bom para quem está passando por momentos difíceis na vida e quer dar a volta por cima: é maluco, é dançante, é sujo, mas no fundo é pra quem quer sair do marasmo musical que rola por aí. |
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