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| Beagá,
Quarta, 18 de abril de 2001 d.C. |
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Manic
Street Preachers Por
El Jako
A história do MSP começou em 91, quando a banda apareceu no cenário britânico fazendo uma inusitada mistura de punk rock com toda aquela frescura de glam rock, lembrando o saudosíssimo Marc Bolan e seu Tiranossaurus Rex. O polêmico guitarrista Richey James se destacava como um grande instrumentista e compositor, mas ele apareceu mais por um estranho hábito que carregava consigo: se autoflagelar durante os shows da banda - o maluco gostava de se cortar durante os solos de guitarra. Em 95, James resolveu desaparecer do mapa e virar lenda, deve morar hoje com os lobos do Alasca. Já sua banda não parece sentir muito a falta de sua categoria, se virou muito bem sem ele. Hoje, o MSP tem sua base formada por Mick Wire (baixista), James Dean Bradfield (guitarra e vocal) e Sean Moore (bateria). Os três estão muito bem entrosados e as faixas de Know Your Enemy provam isso. Em "Found My Soul" as guitarras barulhentas fazem um punk rock de primeira linha, somado ao bom vocal de Bradfield que dá um ar pop do bem à banda. "So Why So Sad" é uma música típica do britpop feito por Oasis, Blur & Cia Ltda, a harmonia é muito bem construída, mostrando talento dos músicos. A variedade começa a tomar conta do álbum quando se ouve "Miss Europa Disco Dancer", típica música dos anos 70 do auge do disco: teclados bacanas (o que sempre foi raro na música, de um modo geral) e um vocal bem ajustado. "Baby Élian" e "Freedom of Speech Won't Feed my Children" são faixas politizadas, com belas guitarras e chegam a lembrar o U2 no início de carreira, quando eles eram apenas uma banda da Irlanda em busca de seu lugar ao sol. O disco tem baladas psicodélicas de alta qualidade, como "Let Roberson Sing", e viagens astrais que caem muito bem, como "Dead Martyrs", lembrando os anos 60. Know Your Enemy é um disco relax, tranqüilo, bem resolvido, sem maiores afetações e invenções. É próprio de uma banda que sabe o que quer. É claro que ele não chega a ter o impacto niilista e provocativo de Generation Terrorist, primeiro disco da banda (de 92) e não é tão melancólico e passional como Everything Must Go (de 96), o primeiro trabalho sem Richey James. Mas pode ter certeza que é um álbum honesto de uma das bandas mais criativas que surgiram na década de 90 Dá pra dançar, dá pra pensar, dá pra contestar e o melhor: dá pra se divertir com o novo petardo do Manic Street Preachers. |
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