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| Beagá,
Quarta, 21 de março de 2001 d.C. |
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Stephen Malkmus Por
El Jako
Todo mundo que conhece o Pavement sabe que Malkmus era a alma da banda - principalmente nos últimos discos, onde ele escrevia as músicas praticamente sozinho. Seu primeiro disco soa bem parecido com os melhores momentos do Pavement, justamente os primeiros álbuns, que eram mais divertidos e alegres. A produção de SM é muito bem feita: o engenheiro de som Jeff Saltzman dá um show de mixagem fazendo deste álbum um dos melhores lançados neste início de novo século. As músicas do disco são vibrantes, têm alma. Como em "Phantasies", onde Malkmus mostra que para ser rockeiro não é necessário ter cara de mau, comer inúmeras menininhas e andar de skate. Só é necessário ser simples e direto. As viagens astrais tão comuns no Pavement também têm lugar no álbum em faixas como "JoJo's Jacket", que também faz uma homenagem excêntrica ao célebre ator Yul Brynner, ele também teve suas vezes de cantor nos bares da vida (não, não se lembrem daquela música do Milton Nascimento, por favor!). Há também baladas típicas dos primórdios dos anos 90, como "Trojan Curfew" onde aquela voz meio cá, meio lá de Malkmus marca presença, além daquela famosa guitarra à la Big Star. Em "Pink India" os teclados dão um clima meio sessentista à música e tudo com personalidade pra dar, vender e emprestar. Malkmus mostra realmente que está no auge de sua inspiração. Stephen Malkmus não poderia mesmo ter outro nome. O disco é a cara do líder do Pavement, esbanja em qualidade e garante diversão. Malkmus toca quase de tudo no disco: guitarra, baixo, teclado, comanda os sintetizadores e canta bem ao seu estilo - ele só tem um músico que o acompanhou no estúdio, o baterista John Meen. Num ano que começou tão devagar em lançamentos interessantes, este álbum é uma ótima pedida para quem gosta de rock'n roll sem maiores complicações e cabecices. |
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