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| Beagá,
Quarta, 24 de janeiro de 2001 d.C. |
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Pavilhão 9 Por
El Jako
Neste novo disco, a banda conseguiu mostrar realmente que tipo de som gostaria de fazer. No seu último trabalho, Se Deus Vier que Venha Armado, ficava a sensação de que eles não eram uma banda nem de rap e nem de hardcore, a mistura ainda não estava na dose certa. Agora, com Reação os caras acertaram a mão: o rock acaba falando mais alto que o rap no som, as letras passam mensagens mais variadas, sem falar tanto na polícia como no início da carreira dos paulistanos. As melhores do disco são "Trilha do Futuro" (que tem uma batida que lembra muito as bandas americanas que também fazem esta mistura, como o falecido Rage Against the Machine), "Aperte o Play" (que conta com a participação de Igor Cavalera, dando, logicamente, um peso incrível à cozinha da banda) e "Poderoso Xefão" (uma letra primorosa que contou com o auxílio do "mano" Xis, atualmente o melhor letrista da música brasileira). Ainda se destacam "Sigo com calma" e o "Pout pourri" de "Get up Stand up" com "Levanta a cabeça" - que tem a ótima contribuição da galera do Rappa, representada por Falcão e Xandão. No quinto álbum da carreira do Pavilhão 9 fica claro que a banda finalmente achou o seu caminho. Para que isso acontecesse, foi fundamental a produção e direção artística de Tom Capone, que entende bem do estilo rapcore. Os músicos melhoraram, parecem mais polidos e Rossi sem a máscara e os "$" parece que ficou ainda mais potente, sua presença como vocalista da banda está muito melhor agora. Duas estratégias de marketing são louváveis no lançamento deste disco: a apresentação no Rock in Rio 3, que foi uma das melhores entre as bandas brazucas (está certo que a concorrência foi meio fraca), e o aparecimento de Rossi com "a cara limpa". Reação tem tudo para fazer o Pavilhão 9 decolar de vez e se tornar uma das salvações do rock tupiniquim. |
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