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| Beagá,
Sábado, 03 de outubro de 2000 d.C. |
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Radiohead Por
El Jako Estranho, enigmático, excêntrico, invulgar. É difícil definir o quarto disco do Radiohead, banda que começou como quem não queria nada com Pablo Honey, em meados dos anos 90, e hoje é cultuada em boa parte do planeta Terra. Se bem que não é bem o Planeta Água (numa triste lembrança da música de Guilherme Arantes) a grande preocupação de Tom Yorke, letrista e vocalista, pelo menos duas faixas nos fazem pensar que o cara quer ter contato urgentemente com extra-terrestres. São elas: "Everything in its right place" e a instrumental "Treefingers". Os sons lembram filmes de ficção científica ou os agentes Fox Mulder e Dana Scully. As faixas mais legais do álbum (se bem que é difícil escolhê-las) são "The National Anthem", uma mistura perfeita de jazz e com rock deprê (sim é possível) e "Idioteque" que lembra anos 70 mais na verdade é século XXI, por mais paradoxal que possa parecer. Kid A (por favor, não pensem em Kid Abelha pelo amor de Deus!!!) é o mais esquisito disco do Radiohead, se Ok computer tinha algo de pop, este simplesmente não contém nada que agrade rádios FMs, por exemplo. Existe no disco piano, harpa, guitarras, baixos, percussões e muitos sons eletrônicos da melhor qualidade; eles deixam bem claro que para se atualizar não é necessário somente usar a tecnologia, mas saber usar e, o mais difícil, saber mesclá-la com instrumentos tradicionais, daí vem a nova música, algo original no fim do século. Um original que quando você ouve, pensa: "já ouvi isto em algum lugar". Então não é original? Sei lá! O que interessa é que vale a pena adquirir o disco. |
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