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Beagá, 05 de maio de 2003 d.C.
 

Machine Head
Hellalive

Por Indiegesto
 

O Machine Head é uma banda da Bay Area de San Francisco, meca dos grupos de thrash metal dos anos 80 como Metallica, Testament, entre outros. Em Hellalive dá uma geral na sua carreira, com músicas dos discos Burn My Eyes (1994), The More Things Change (1997), The Burning Red (1999) e Supercharger (2001). A banda foi uma das maiores revelações do metal em 1994, onde se especulou a volta da Bay Area como berço de grandes bandas pesadas - fato que não se consumou. Burn My Eyes foi o disco de estréia mais vendido pela Roadrunner Records, só batido posteriormente pelo Slipknot.

Hellalive traz a banda na turnê do fraquíssimo Supercharger (um verdadeiro pastel de vento). Entretanto, o disco é bom, pois o Machine Head é uma banda de palco e tem uma performance avassaladora e vigorosa, fazendo com que músicas recentes e fracas como "Bulldozer", "Crashing Around You" e "American High" soem legais. Outro destaque é o carismático vocalista/guitarrista/líder da banda Robb Flynn, que canta pra cacete, mesclando urros à la Max Cavalera/Phil Anselmo e linhas melódicas com uma voz bem particular, o que torna banda acessível a quem não é tão familiarizado com o som pesado - como pode ser conferido em "I'm Your God Now" e na bela "The Burning Red".

Para quem já conhece a banda, Hellalive decepciona um pouco por deixar de fora petardos como "A thousand Lies", "Block" e "Blood for Blood" (do disco de estréia), "Struck a Nerve", "Down to None", "Spine" e "Blistering" (de The More Things Change) e "Desire to Fire" (de The Burning Red). Hellalive poderia ser um disco duplo numa boa, como Under a Pale Grey Sky, do Sepultura. Paciência.

Por outro lado, Hellalive não é um disco cansativo pelo motivo de ser bem dinâmico, sendo um bom cartão de visitas do Machine Head para os leigos (com o adicional de que todos os discos da banda estão em catálogo nacional). Mas um aviso: se você não curte muito bla-bla-bla prepare-se, pois Robb Flynn fala pelos cotovelos durante o show.

Destaques do CD: "Crashing Around You" (que era chata mas ficou muito boa ao vivo), "Ten Ton Hammer" (faz jus ao nome), e dois clássicos da banda, "Old" e "Davidian" (maravilhosa).

Site oficial: www.machinehead1.com.

 

 

 

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