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Essa
era a banda que o Textículos de Mary gostaria de ser mas não consegue.
Gay pra cacete, engraçada e provocadora. Uma definição muito da
vagabunda do som do MSI seria a mistura de punk rock com trilha
sonora de jogos de Atari. Jimmy Urine (vocal), Kitty (bateria),
Lyn Z (baixo) e Steve Right (guitarra) começaram lançando singles
em K7 e seus shows bizarros fizeram a banda ser queridinha de gente
como Korn (cujo selo de Jonathan Davis os oferece mundos e fundos),
Limp Bizkit, System of a Down, Soulfly e a lista segue. Devido a
esse status cult da banda, a gigante Elektra correu e assinou um
contrato às cegas com o MSI. Desse contrato saiu o divertidíssimo
disco de estréia, Frankenstein Girls Will Seem Strangely Sexy
(2000), que traz hinos da banda como "I Hate Jimmy Page", "Bitches"
e "Holy Shit", além de uma bela capa desenhada pelo Jame Hewlit,
criador da Tank Girl. O MSI rompeu com a Elektra e fundou seu próprio
selo, que lançou Alienating Our Audience no final do ano
passado, nosso Corra Atrás! desta semana.
Alienating
Our Audience é um disco ao vivo onde dá para ter uma idéia da
zona que é o show dos caras. São riffs primários, samplers tosquíssimos,
vocais afetados, com letras que falam de putas, viadagens, e citações
que vão de Wu Tang Clan a The Cure. Tudo isso recheado de sarcasmo
e bom humor ímpares, intercalados com verdadeiros confrontos entre
banda e platéia, que vão se xingando mutuamente no decorrer da apresentação.
Os destaques do disco são "Tornado", "Thank God", "Molly", "Like
Shit" e a ultra-radiofônica "Panty Shot".
Se
você busca música eletrônica para pogar com atitude rock n' roll
e nível de mongolice inteligente à la Ramones, Mindless Self Indulgence
é a escolha certa.
Site
oficial: www.mindlessselfindulgence.com.
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