| Este é o segundo
disco do 2DF, e, comparado ao primeiro (Música de Trabalho)
dá pra notar um monte de diferenças. A principal delas
é que a banda parece ter aderido à filosofia do “menos
é mais” e lançou um EP. Isso pesa em favor deles,
já que, no cd anterior, o ritmo era meio interrompido por
conta de os caras terem inserido entre uma música e outra
vinhetas e trechos de ensaios. A impressão que passa é
que se trata de um mini-CD, só que com mais de 40 minutos!
Isso não acontece neste EP. O 2DF optou por
apenas uma experimentação, e mesmo assim lá
pro fim do disco. Isso não significa que a banda esteja estagnada
em um único estilo: “Reticências” tem um
quê de stoner, “Ninguém” ressuscita o Helmet,
“Brax” é uma das músicas de rapcore mais
empolgantes dos últimos tempos e o próprio remix de
“Ninguém” dá uma idéia de como
o 2DF soa quando interpretado pela ótica eletrônica.
As letras se dividem entre o engajamento político e a crítica
a certos tipos de comportamentos, e não são ruins.
O único porém, na opinião deste escriba, é
que o vocalista Dane poderia explorar mais os urros, mas aí
vai da índole do cara, acho.
No conjunto da obra, o 2DF é uma banda de
bons grooves com idéias legais e, a julgar por esse EP, a
banda tem lapidado isso cada vez melhor. Aviso: a música
mais legal do 2DF que eu já ouvi ainda não foi gravada,
mas eles costumam encerrar os shows com ela. O som parece uma mistura
de Kyuss com Tool e é ducarai.
Site: www.2df.com.br.
Mp3: “Reticências”
e “Ninguém”.
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