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O Dillinger
Escape Plan é um dos principais nomes (se não O principal nome)
do incensado e já saturado metalcore, rótulo dado a bandas que fundem
heavy metal e hardcore. O DEP tem a vantagem de estar muito, mas
muito à frente das bandas do estilo.
De
1997 (ano de sua formação) até 2000 (quando a banda lançou Calculating
Infinity, seu melhor trabalho até então), o DEP vem arrebatando
uma legião de seguidores com seu som complexo, que une partes ultra-agressivas
com momentos de virtuose pura e simples, conseguindo agradar tanto
o público hardcore quanto os "eruditos" do rock pesado. Uma tour
com o Mr. Bungle em 1999 fez com que a banda caísse nas graças de
Mike Patton (Mr. Bungle, Faith No More, Fantomas, Tomahawk e contando...)
e, conseqüentemente, de sua base de fãs (ou fanáticos, se preferir).
Com
a saída do vocalista Dimitri Minakakis, juntou-se à fome com a vontade
de comer. Mike Patton uniu-se a banda para gravar Irony is a
Dead Scene, um EP com quatro músicas em que a banda e o vocalista
parecem duelar para imprimir suas características. Mike Patton acaba
levando vantagem, já que as músicas acabam se assemelhando demais
com seus projetos, dando a impressão de que a banda "se adaptou"
a Patton e não o contrário (como era de se esperar), o que faz de
Irony is a Dead Scene o trabalho mais "acessível" do DEP.
O EP
tem grandes momentos, como os pesados dois minutos iniciais de "When
Good Dogs Do Bad" (que abre o disco): ritmos quebrados, harmonias
complexas, riffs intrincados e vocalizações ensandecidas de Mike
Patton, quase tudo ao mesmo tempo (!). Depois, a música chega a
uma parte mais calma e climática, que lembra algo feito em Director's
Cut (do Fantomas), mas não compromete.
"Pig
Latin" também lembra o Fantomas, com suas mudanças repentinas de
partes calmas, melódicas e cantadas com partes porrada e gritadas,
mas com riffs de guitarra sensacionais.
"Rock
Paper Scissor" é a música mais Dillinger Escape Plan do disco, com
as partes pesadas e difíceis, pequenos solos de guitarra (ainda
tem gente que faz isso) e intervenções jazzísticas, além de linhas
vocais que lembram o Mr. Bungle do primeiro disco. É a minha preferida.
Fechando
o EP, temos "Come to Daddy", uma cover de Aphex Twin muito boa,
onde mais uma vez a banda esbanja precisão com a adição de uns samplers
barulhentos de Mike Patton.
Site
oficial: www.dillingerescapeplan.com.
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