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Já
falamos sobre hip hop, nu metal e hardcore; vamos dar uma conferida
no que andam fazendo de rock setentista (Stoner Rock, se você for
hypeiro)? O Orange Goblin é uma banda inglesa que começou em 1995
com a proposta de fazer um som mezzo Kyuss mezzo doom metal. The
Big Black é o terceiro disco da banda. Confesso, fiz corpo mole
para escuta-lo e me arrependi amargamente por isso.
O Orange
Goblin está mais para Nebula do que para Queens of the Stone Age
(duas bandas com quem já dividiu o palco), com a diferença de que
eles são menos psicodélicos e muito mais pesados. A trinca que abre
o disco, "Scorpionica", Quincy the Pigboy" (essa uma versão boca
do lixo de "Fell good hit from the summer" do QOTSA) e "Hot Magic,
Red Planet" empolga, as faixas estão emendadas como se fossem ao
vivo, e com guitarras sujas à la Motorhead e riffs "Tony Iommicos"
turbinadas com cry baby. De tirar o fôlego.
"Cozmo
Bozo" chama atenção pela introdução, que lembra o Soundgarden em
"Badmotorfinger", e vocais que lembram um Rob Zombie chapado, destaque
também para o belo trampo de guitarras. O pau come em "Turbo Effalunt
(Elefant)" e são desnecessárias comparações entre o peso da faixa
e o animal do título da música, não me obriguem a fazer trocadilhos
infames. "King of the Hornets" é Black Sabbath cuspido e escarrado,
bem como a música "The Big Black", que fecha o disco.
Orange
Goblin pode não parecer a banda mais original do planeta, mas é
garantia certa de instrumental de qualidade, muita pegada e boas
canções - lógico. Agora, se você está atrás de boas letras, esqueça.
Pois é um tal de "vou encher a cara, fumar maconha e encontrar a
mulher cósmica" que não é brincadeira, o negócio aqui é para ébrios
baterem cabeça mesmo.
Site
oficial: www.orangegoblin.com.
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