| Antes de começar a coluna desta
semana, um reparo: me escreveu o Luís Carone (ou Carome -
o destinatário do e-mail tem sobrenome Carone, mas no texto
da mensagem ele se apresenta com “m” no sobrenome) e
contou que foi ele quem produziu o clipe do Rock Rocket, “Por
um rock’n’roll mais alcoólatra e inconseqüente”.
No e-mail, ele contestou a estória de que os caras da banda,
a despeito do nome da música, não bebem. Pra situar
quem não entendeu nada, tudo começou no oitavo
parágrafo deste texto.
Perguntei ao Carone se ele queria que a réplica fosse publicada
na coluna ou pelo blog, já que a coluna
daquela semana já estava pronta e ia ficar difícil
editar, mas ele nunca mais entrou em contato. Assim sendo, segue
a íntegra da defesa do cara (não editei nada, a não
ser pelo endereço do e-mail, que foi removido):
“Caro John Gracinha,
li a sua materia
Meu nome eh Luis Carome diriji o clipe do rock rocket, o Por um
Rock’n’Roll mais Alcoólatra e Inconseqüente.
Que por sinal nao tem nem CD ainda eh so um single. Se os caras
do rock rocket nao bebem me diz pq na gravacao do clipe eu tive
q pagar 300 reias em cerveja do meu bolso, sera q foi pq eles tomaram
isso em apenas uma tarde de clipe... e obviamente nao se deram conta
do quanto tavam bebendo e como todo alcoolatra nao tinham dinheiro
pra pagar... caso queira tem no making of o noel indo gorfar e voltando...
E por ultimo mas nao menos importante oq vc acha q agente colocou
no copo e nas garrafas, guarana???
HAHAHAHHAHAHAHHAHAHAH
desculpe mas: " me foi dito que os caras do tal Rock Rocket,
cujo nome do disco “Por um Rock’n’Roll mais Alcoólatra
e Inconseqüente, não bebem! " como vc pediu pra
um fã se pronunciar.. to aqui
Abraco
Luis”
E, se me é permitido, a minha contraparte é: onde
se lê “me foi dito”, leia-se “uma fonte
me passou a história e eu banquei, ressaltando que não
confirmava aquilo e pedindo pra algum fã da banda se pronunciar
a respeito”. Quanto ao que eles beberam ou quanto eles gastaram
durante a gravação do vídeo, não disse
nada a esse respeito porque nem sabia que eles tinham um clipe.
Estando bom para ambas as partes, vamos tocar o barco. Essa semana
não vou falar de política porque o El Jako vai dizer
que isso aqui virou o Manhattan Connection pra sumir do
mapa por uns dias assim que eu falar algo dele.
Pode parecer isso mas, na verdade, o motivo pelo qual eu não
vou falar nada a esse respeito é que tudo está acontecendo
muito rápido. Se esse texto for ao ar na quinta-feira, por
exemplo, será um dia depois da acareação entre
o Roberto Jefferson e o Zé Dirceu, e aí tudo que se
arriscar um pitaco fica obsoleto.
Portanto, vou me ater mais aos assuntos musicais e outras coisas.
Começando por uns lances mais cool, tem disco novo do Us3.
Saiu esse ano nos EUA e no Japão e o nome é Questions.
De brinde, além das 13 músicas do álbum, vem
um tal de “bossa mix” de “Cantaloop”, o
hit dos caras (eles também tinham outro, mas eu esqueci o
nome... “Tooka Yoot’s ryddim”, ou algo assim).
Pelo nome escolhido pra nova versão, dá medo. Se alguém
ouviu, mande feedback. Não sei se esse
link é pro clipe da nova versão, não tentei
assistir porque meu computador é praticamente movido a lenha.
De todo modo, fica a sugestão pro Kid Vinil convencer a
Trama a lançar eles aqui pra encalhar nas bacias de discos
por R$ 6 junto com os do Meat Puppets. Em tempo: o II deles
(Meat Puppets, não Us3) é mais caro porque é
mais difícil de achar que os outros ou é o contrário?
A metaleiragem vai gostar de saber que saiu por aqui a versão
remasterizada dos primeiros
discos do Megadeth. Quero pegar o primeirão dos caras,
Killing is My Business... and Business is Good!, pra ver
que gosto tem. Existe um rumor de que o Dave Mustaine, dono do Megadeth
e prego em geral, compôs praticamente tudo do Ride the
Lightning, do Metallica (lembra quando eles eram referência
pra um monte de outras bandas?).
Não sou o maior fã do mundo de Megadeth - o projeto
punk do Mustaine com o vocal do Fear, MD.45,
me agradou mais -, mas devo pegar pelo menos o primeiro disco e
o Rust in Peace, que foi a bola dentro dos caras (há
quem diga que eu exagero ao achar isso). Pra quem não acredita
em remasterizações, eu digo que ouvi a versão
nova de “Holy Wars” e ficou realmente melhor. Juro.
Tem outras coisas nacionais que saíram aqui. O Atari Teenage
Riot, cujo disco 60
Second Wipeout já foi lançado aqui há
um tempinho, teve também o Burn,
Berlin, Burn! lançado em versão nacional.
O mesmo selo, Rock Machine, foi quem lançou nacional o Asesino,
projeto do ex-guitarrista do Fear
Factory e possivelmente do extinto Brujeria - se a banda realmente
acabou -, Dino Cazares, com o baixista do Static-X
e o baterista do Sadistic
Intent.
A propósito de Fear Factory e Megadeth, já falei
aqui em que pé anda o disco
novo do Fear Factory, mas não sobre a escalação
bizarra que o Dave Mustaine fez pra uma turnê aí.
Não deve ter sido dessa tour que o Rotting Christ foi expulso,
mas eu ficaria feliz no lugar deles se fosse essa, porque tem cor
e cheiro de presepada.
A começar pelo próprio nome do festival. Qualquer
um que viu Gigantor
ou já ouviu a versão do Helmet
pra música-tema
deve associar com o desenho. Quanto à escalação,
que é o que importa, é uma aberração.
Symphony X com Dillinger Escape Plan e Life of Agony com Nevermore
e Bobaflex (oh Deus, permita que essa onda de nomes abomináveis
cesse) é insosso, e olha que eu gosto de grindcore com jazz.
Acho que já peguei trens no horário de pico que pareciam
menos embaraçosos que a escalação e o nome
desse festival, mas eu entendo o lado (financeiro) do Mustaine.
Quanto ao nome... Bom, o nome da banda do cara é Megadeth.
Melhor deixar pra lá.
Sei lá se alguém gosta, mas saiu agora nos gringos
A Day Late, a Dollar Short, do Thrones,
projeto do Joe
Preston (currículo grande: ex-Melvins,
ex-Earth,
colaborou com as bandas Karp e The Whip e hoje bate ponto no SunnO))),
além de ter tocado no último do High
on Fire). Quem lançou foi a Southern
Lord (leia-se: caro), e não é um novo álbum
de estúdio, mas sim um apanhado de coisas que só saíram
em compactos, demos e aparições em gravações
de outras bandas. O que vem pra confirmar a tese de que o cara é
preguiçoso pra c****** e por isso teria sido expulso do Melvins,
já que o último disco dele de fato como Thrones é
o EP Sperm
Whale, de 2000. E nem é um álbum inteiro!
Pra quem curte bizarrices no naipe do Melvins e além, é
um prato cheio.
Quem também lançou disco novo foi o Foo
Fighters, In Your Honor, mas eu não acompanho
a carreira deles a não ser por uma dúzia de músicas
que volta e meia escuto acidentalmente. Acho legal, mas ainda não
fui atrás dos cd’s dos caras pra ver se presta mesmo.
De mais a mais, tem pelo menos três colaboradores deste site
que saberiam comentar o cd novo com mais conhecimento de causa que
eu. Importunem eles, costuma dar certo. Acredite, os e-mails de
sugestão e cobrança funcionam aqui (e eu não
diria isso se não fosse espontaneamente, afinal de contas,
eu pago por este espaço!).
Por ora, é isso.
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