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Vou voltar a falar de música e dar um tempo de política
na coluna dessa semana, pra variar um pouco. Até porque tem
umas coisas legais rolando na música ou não tão
legais mas dignas de nota.
Extra-musicalmente, o que há pra se comentar (lembrando
que hoje é domingo) é a Parada
do Orgulho GLBT de São Paulo, que foi a maior do mundo.
Pela contagem de corpos presentes nessa parada, superou em público
a Marcha
pra Jesus, que rolou na Paulista três dias antes. Se isso
é bom ou ruim, não cabe a mim dizer, só sei
que o trânsito no entorno ficou um inferno.
Eu sempre achei que todo mundo tem direito a expressar suas posições,
mas que o direito de ir e vir também era inalienável.
Mas vá lá, passou, deixa eu mudar de assunto antes
que alguém venha me tachar de intolerante. (Obs: antes que
alguém se ofenda, não sou homofóbico nem tenho
problemas com a religião alheia. Como diria aquela música,
por mim gays e machões sairiam por aí segurando o
bilau um do outro chorando).
O rolê stoner do último fim de semana foi foda. Além
do Ästerdon
(que eu perdi), tocaram também Ludovic
e Vincebuz,
e as duas bandas foram foda apesar dos problemas técnicos
(hey Outs, vai tomar no c*!). Rolou uma inversão de valores
- o Ludovic fez um show mais comportado que o usual e o Vincebuz
fez um set mais curto e menos contido do que os que eu já
vi deles (em parte, devido ao vocalista estar bêbado pra burro,
mas não achei que comprometeu a performance). A música
nova do Ludovic, “Desova”, é a melhor coisa.
Fiquei sabendo nesse show que duas coisas acontecerão futuramente
com o Vincebuz. A primeira é que eles vão fazer mais
um show em julho - esqueci a data, me cobrem depois - e dar um tempo
de tocar ao vivo, o que é uma merda. Mas a causa é
boa: os caras pretendem se trancar em estúdio e cuidar de
gravar as músicas pro split cd com o Ästerdon e o segundo
disco. Uma das músicas do split, “Zerando a Existência”,
eles já tocam ao vivo, e é animal.
Pra quem não conhece, o som do Vincebuz é um rockão
garageiro rápido e sujo à la MC5/Cramps/Stooges, mais
pesado ao vivo do que em cd, mas ainda assim legalzão. Decerto
não é por coincidência que o nome da banda remete
ao disco
do Blue Cheer. O primeiro cd dos caras, Avalanche Nuclear,
pode ser adquirido direto com o mano da banda, no e-mail vincebuz@hotmail.com.
O nome do vocal, que é quem abre o e-mail, é Renato.
Não sei quanto ele vende o disco pela internet, mas digam
que foram recomendados pelo mano que chamou o batera deles de D2
no show do último sábado e vejam se rola de pagar
R$ 10, que é o preço cobrado nos shows.
Enfim, a segunda novidade é que vai entrar um guitarrista
na banda, que até então era um trio. Eu me opus à
mudança, mas fui voto vencido, talvez por não tocar
na banda e ser um mero entusiasta do som dos caras. Paciência.
Segundo o vocal dos Vincebuz, o mano “tem uma pegada meio
Misfits”. Tem mais uma coisa sobre o quarto mancebo, mas eu
estava bêbado e devo ter esquecido o que era quando fui ao
banheiro e fiquei cego com o estrobo.
O show do Ludovic foi bom, bem bom. O vocal aproveitou pra pedir
pra ninguém votar neles pro Claro que é Rock, e eu
achei fodido. Não lembro com quem eu engatei uma conversa
sobre o tal Prêmio Claro (ex-Dynamite) de Música Independente,
mas a conclusão a que eu e meu(a) interlocutor(a) chegamos
é que nada do que concorreu lá presta pra coisa alguma
e que, se existe gente que se orienta por aquilo para saber o que
ouvir, está fodido. Ficou decidido também que os nomes
das bandas são cada dias mais horríveis - me foi dito
que os caras do tal Rock Rocket, cujo nome do disco é Por
um Rock’n’Roll mais Alcoólatra e Inconseqüente,
não bebem! Algum fã da banda se pronuncie. De qualquer
jeito, quem dera se o problema fosse só esse. Na conversa,
não foi só eu quem manifestei o desejo, mas rolou
uma vontade de jogar uma bomba H no Sul. Não tenho nada contra
o pessoal de Porto Alegre e outras áreas, mas odiei as bandas
que ouvi daí. Sulistas, me digam o que há de errado
comigo pra não sacar a qualidade de um Cachorro Grande, Bidê
ou Balde, etc.
Voltando ao show Ludovic, além do habitual discurso, rolou
uma ameaça de espancamento de um mano da platéia que
riu do vocal, mas ficou só nisso. Também teve uma
música nova, a supracitada “Desova”, que difere
um pouco do som dos caras e por isso mesmo é legal. Mas a
principal diferença desse show pros outros do Ludovic é
que eles agora estão ensaiando antes de tocar, o que é
uma coisa rara, ou assim me foi dito pelo próprio mano da
banda. Todo esse trabalho é pro Kool
Metal Fest 6, que acontece nesse fim de semana no Jabaquara.
Quem quiser dar uma força, apareça nesse show. Quem
não quiser ajudar, vá só pelas bandas que dá
na mesma.
Eu já disse que o UDR
(banda de funk satanista de BH - mp3’s do novo single, “Oh,
Mefisto” e outros sons aqui)
vai tocar nesse show? E que além deles, vai ter ainda Are
you God? (deathgrind grooveado prestes a acabar), E>D>C
(new metal, mas não chame eles disso pela frente), Envydust
(metalcore não-chato) e Paura
(hardcore - tem um texto sobre o último cd deles aqui)?
E eu não disse que esse show vai ser gravado pra futuramente
ser lançado como DVD e que, por isso, quem for deve se vestir
impecavelmente pra se assistir depois em casa? Então, está
dito.

Música gringa que foi lançada aqui recentemente:
Nine Inch Nails (With
Teeth), Audioslave
(Out of Exile), The
Mars Volta (Frances
the Mute) e Queens
of the Stone Age (Lullabies
to Paralyze - crédito pelo link do flash: Éder
Coelho, leitor).
À exceção de uma música do QotSA novo
e uma audição bêbada e desatenta do Mars Volta,
não ouvi os outros, mas li todo mundo elogiando o NiN novo.
Do Audioslave ainda não trombei com nenhum comentário
a respeito, portanto, quem quiser se manifestar a respeito destes
álbuns, é só entrar
em contato. Se quiserem fazer uma resenha - não precisa
ser muito grande -, me enviem o texto com a assinatura e eu publico
neste espaço.
Tem mais coisas sobre as quais eu pretendo escrever, mas acho que
esse texto já está grande demais do jeito que está.
Vou parar por aqui e semana que vem mando o resto.
Por ora, é isso.
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