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Começo a coluna pedindo desculpas pelo sumiço. Foi
mal aí!
Dito isso, eu gostaria de fazer um texto mais pra cima, e coisa,
e tal, mas simplesmente não vai rolar. A atual conjuntura
é catastrófica, e isso não tem nada a ver com
o Ratzinger ser o novo papa. Aviso: os cinco parágrafos seguintes
a esse contêm alto teor de rancor e ressentimento. Quem não
quiser ler, pule-os e comece a ler a coluna no trecho depois dos
quadradinhos coloridos.
O rolê poser no Black Jack,
que costumava ser a coisa mais legal do mundo, aparentemente subiu
no telhado. Não vou me estender aqui sobre o fodismo do negócio
- deixo isso pra gente como o Cajabis, os Ennes e os Moldests, que
conferiram in loco o bagulho e podem atestar -, mas o lance é
que o último show que teve, neste sábado que passou,
foi fraquíssimo.
Tudo bem, rolou cover de altos hits farofa e o Steve
Vai e o Lars
Ulrich cover (respectivamente, batera e baixista oficiais da
poseragem) estavam entrosados. Mas a mágica não estava
lá. Acabou. Puft. Foi como descobrir que Papai Noel não
existe aos 6 anos. Desencanto total.
Não sei se a aparição
do Bon Jovi cover e do Skid Row cover têm algo a ver com
o declínio do rolê poser. Pode até ter, mas
não dá pra cravar. O fato é que ontem o clima
estava terrível, e diminuiu muito a proporção
de mulheres bacanas por lá (nos dois sentidos, de gente boa
e de boazudas). Agora, eu não sou sexista, mas o nível
do mulherio do rolê poser sempre se manteve em alto padrão.
No último sábado, nem isso rolou. Uma pá de
mulheres parecia refugos de um disco da fase Sammy Haggar do Van
Halen. Mais um revés pros posers, que por sinal tinham até
um mano de gola rolê no último sábado! Aquilo
era a síntese de tudo que estava errado com o rolê
poser. Aliás, o
John (ou Príncipe Adam, ou Bom Jovi cover) não
compareceu ao rolê poser. Será que até ele sacou
que o caldo desandou?
Talvez ainda seja cedo pra decretar a morte do rolê poser,
mas o show do último sábado foi um balde de purpurina
fria em quem, como eu, só queria saber de dar risada e admirar
a paisagem. Resta saber se os posers promoverão um expurgo
dos falsos posers e retomarão seu lugar de destaque no panteão
da farofa ou se irão se tornar um pastiche de si próprios,
assim como o Aerosmith. Em tempo: por conta da minha frustração
poserística, vou partir pra uma nova empreitada em breve.
Detalhes nas próximas colunas.

Como desgraça poser é bobagem, eu fiquei puto por
saber que o Twisted
Sister não vai mais tocar aqui de novo. Aparentemente,
foram os caras quem deram pra trás, mas não seria
prudente comprar a versão dos organizadores do show sem ouvir
o outro lado. A coisa está feia pro lado de Dee Snider &
cia., já que o
remake de Stay Hungry nada mais é que um disco
requentado, e nenhum show que os caras façam me tira isso
da cabeça. O Johnny Rotten devia aprender com eles algumas
lições sobre lucro sujo, os caras têm shows
agendados até novembro!
Seja de quem for a culpa pelo segundo cancelamento do show do Twisted
Sister no Brasil, o que eu sei é que o show do Hammerfall
agora vai perder 80% da diversão (eu não iria a esse
show nem de graça não fosse pelo Twisted Sister).
Se alguém for, não me convide.
Lembram de quando o Fred Durst fez um chamado
às armas aos fãs de Limp Bizkit? Desvendado o
mistério: em postagem do dia 15 de abril, o Fred pediu pros
fãs do Limp promoverem uma flash
mob e gravarem quantas cópias eles conseguissem da música
nova da banda, “The
truth”, para divulgar aonde fosse possível. Em
resumo, a montanha pariu um rato, mas não se pode negar que
foi uma bela maneira de economizar com material promocional e, de
quebra, capitalizar em cima de um factóide.
Antes que o El Jako reclame sobre eu postar as últimas notícias
do Chorão gringo, privilegiemos a prata da casa. Alguém
aí ficou triste em saber que o
Charlie Brown Jr. virou a banda solo do Chorão? Não
entendi direito isso, é como se fizessem um puta alarde caso
o Ozzy despedisse o Zakk Wylde e o Mike Bordin. Mas enfim, vamos
torcer pro Chorão manter essa cabeça legal que ele
tem e a banda continuar compondo esses verdadeiros hinos que tão
bem representam o biscoito fino do roque nacional.
A coluna termina com um consolo, ou melhor, dois: o novo
do The haunted é animal. Eu pretendia escrever um “Corra
Atrás!” a esse respeito, mas ainda não rolou
por falta de tempo e preguiça no caso de sobra de tempo.
Pra adiantar, é um dos melhores discos de thrash deste ano,
e isso porque ainda estamos no primeiro semestre de 2005. O retorno
do vocalista Peter Dolving fez um bem danado pros caras.
O segundo consolo é que hoje é domingo e o site
do Fotolog, templo do onanismo do ego, continua fora do ar.
É provavelmente uma situação temporária,
já que se trata apenas de uma mudança de servidor,
mas é como nos Alcoólicos Anônimos: um dia sem
já é grande coisa.
Por ora, é isso. |