
O título da coluna desta semana é em homenagem à
banda de mesmo nome. Genghis
Tron não é bem o nome de uma pessoa - é
a junção do de duas, na verdade: o imperador mongol
Genghis Khan, famoso pelo conto
do falcão, e o programa de computador Tron, do filme
homônimo de 1982.
Com essas credenciais, surge uma das bandas mais legais de metalcore
(se é que se pode chamar assim) dos últimos meses.
Se fosse pra definir, seria uma mistura do Calculating
Infinity, do The
Dillinger Escape Plan, com o EP/single Windowlicker,
do Aphex Twin.
A ambiência e a melodia estão lá, mas uma sensação
de caos permeia todo o álbum.
O
que mais eu posso dizer? O EP dos caras (cinco faixas) é
muito bom. Não consigo apontar uma melhor música,
mas recomendo o download do bagulho inteiro, pra quem achar em programas
de file-sharing. Até dou uma ajuda mandando a tracklist:
“Rock Candy”, “Arms”, “Ride the steambolt”
(que tem partes de uma música da demo anterior do GT, chamada
“Penultimate Means Second to Last, You Pretentious Fuck”,
e era mais noise também. Mudou pra melhor), “Laser
Bitch” e “Sing Disorder”.
A descrição feita pra promover esse cd (o jargão
jornalístico pra isso é press release, mas
eu, como o Aldo Rebelo, também não curto estrangeirismos)
fala em algo como Brutal Truth e Afrikaa Bambaata numa briga dentro
de um clube com o Depeche Mode, ou Painkiller (a banda, não
o álbum do Judas Priest) e Naked City surrupiando o synth-pop
do Erasure. Sinceramente, não acho que nenhuma das descrições
sirva pra começar a explicar o som dos caras, mas não
se pode negar que o texto soa bonito.
Pra se ter uma idéia melhor do que é o Genghis Tron,
tem um mp3
da música “Arms” aqui. Quem não gostar
desse som talvez não curta o resto. Achei a melhor coisa
do estilo em tempos. Na minha opinião, o rock pode dormir
sossegado só por conta desse EP. Isso é, se o rock
conseguir dormir com um barulho desses (em tempo: esse cd não
está no Corra Atrás! porque eu não sei se é
algo tão fácil assim de se correr atrás. Quem
encontrar dificuldades pra baixar da Internet, entre em contato).
De metalcore bom pra metalcore que já foi bacana: continuam
as buscas por um vocalista pro Burnt
By the Sun. Se você acha que tem a manha e que a distância
entre o Brasil e os EUA é um mero detalhe, pode se aventurar
gravando vocais em cima das músicas que os caras disponibilizaram
(odeio esse termo) no site: “180
proof”, “Dracula
With Glasses”, “Revelations
101” e “Forlani”.
Na pior das hipóteses, rola de fazer um videokê. Vai
lá que eu fico na torcida.
Depois de duas semanas incomunicável, o Fred Durst voltou
a fazer contato! Saca só o último
post no blog do cara. É legal o jeito que ele transforma
o blog em espaço pra atacar quem não pode se defender
ou, se bobear, sequer liga pra ele. Acho que blogs são pra
isso, afinal. Pelo menos, o cara não cita ninguém
nominalmente, mas ainda assim é fraco. Aliás, o post
do dia 15 de março, em que ele fala sobre flash
mobs, aquela mobilização por nada, me deixou instigado.
Tomara que venha uma presepada de responsa por aí.
Na minha última coluna, eu
havia mencionado um trecho
de som do Mondo
Generator, banda do Nick Olivieri, ex-Queens of the Stone Age.
O leitor Formaldehyde, que manja do riscado, apontou que a música,
na verdade, é um remake de “Tension Head”, do
disco Rated
R, do QotSA. Ele está certo.
Comparando-se os dois sons, o do Mondo Generator é mais
pesado e dá pra começar a entender o que há
de tão errado com o Queens of the Stone Age - na minha avaliação,
ninguém precisa concordar. Foi-se aquela guitarrinha rock
no fundo da música e o vocal soa menos comportado e mais
raivoso na versão do MG. Pra dizer a verdade, me deixou curioso
pra ouvir alguma coisa completa do Mondo Generator. Se alguém
quiser me recomendar um disco dos caras, mande um e-mail. O endereço
está no pé da página.
Pelo fantasma de César, a música
nova do QotSA novo (“Little Sister”) é bem
boa! Quem mandou o link com a música e o joguinho em flash
foi o leitor Éder Coelho, que pelo visto gosta mais de QotSA
que eu. Sempre tive preconceitos com essa banda, e fiquei com um
pé atrás quando vi meio mundo elogiando o disco, mas
achei foda o som novo.
O melhor de tudo é que tem cowbell!!!! Eu
já havia dito antes de ouvir qualquer coisa desse disco
que tudo que tem cowbell é bom. Esse cd promete. Por sinal,
ao Éder ou a quem souber, quem é o vocal que canta
nesse som? Não me parece o Josh Homme. Achei melhor que os
vocais do QotSA até agora, apesar de ainda ser bonito demais
pra mim. Enfim, soa melhor que o Josh Homme cantando, de qualquer
forma. Se for ele, é uma mudança e tanto.
Por ora, é isso. |