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Beagá, 14 de março de 2005 d.C.
 
Faltou imaginação pro título
Por John Gracinha
 

<momento fã da semana>Existe alguém tão foda quanto o Elio Gaspari na imprensa nacional: a mulher dele</embasbacamento>. A série de documentários Travessias, da Dorrit Harazim, é uma das melhores coisas que eu já vi. Os três têm um tema em comum, que é o esporte, mas cada um foi feito de uma forma e sob uma abordagem diferente. Ainda não consegui assistir aos três por falta de tempo, mas achei de uma genialidade incrível os que vi.

É difícil explicar o fodismo dos três, até porque eu não sou a Lucie Multiplex ou a Menina Enciclopédia e não sei me expressar com eloqüência, mas eu recomendo a todo mundo que puder que assista às reprises dos filmes que vão passar no fim do mês. Não tenho GNT, mas imagino que, fazendo-se uma busca na programação do site, seja possível encontrar algo sobre a próxima reprise. Se não pelo que eu disse, vão pelo texto do Ricardo Calil sobre a série.

A propósito do No Mínimo, não entendi a nota na coluna do Tutty Vasquez a respeito da morte do Hunter Thompson. Eu vi (li) o imbróglio entre a Bárbara Gancia e o Diogo Mainardi, mas não saquei em que isso explica em parte o porquê de o HT ter metido uma bala nos cornos. Imagino que tenha a ver com o (des)controle de armas nos EUA, mas não ficou muito claro pra mim. Enfim, por não gostar muito de nenhum dos dois (Gancia e Mainardi), deixa pra lá.

E o Severino Cavalcanti ganha mais fãs a cada dia que passa. A declaração dele de que a Câmara não será supositório do Governo é a coisa mais engraçada do Legislativo desde a Campanha Anti-Desarmamento do Jair Bolsonaro. Fora isso, finalmente alguém dobrou o Palocci! O Severino já era meu herói pessoal apenas pelo lance do Alberto Goldman, mas nessa ele foi fundo. Só resta saber aonde tudo isso vai dar.

Falando de música, achei meio nada o som novo do Head depois de sair do Korn. Talvez Jesus ainda não tenha se convencido totalmente da conversão do cara, porque é uma das piores coisas que eu ouvi dele em um bom tempo, um lance industrial meio chocho, sem peso. A parte em que parece que vai decolar não dá em nada. É ver se com o tempo e os discos do Stryper e Tourniquet o cara cai nas graças dO Homem.

Por sinal, achei pouco cristão do Head não falar nada sobre a banda de apoio dele (ou é só ele e o Senhor?). No site, não encontrei menção alguma sobre quem mais participa da presepa… Ops, empreitada. Apesar disso, tem uma carta ao ouvinte no site com umas coisas bizarras, entre elas os planos do cara para a grana que vier com o disco (ele quer montar um lugar pra skatistas) e uma música do álbum ser dedicada ao Dimebag (porque os thrashers drogados também têm lugar no Céu!). Há um e-mail pra sugestões lá, também. Eu sugeriria que ele arrumasse trampo pros dois dj’s que foram despedidos por zoar o lance dele encontrar Jesus. Pior é que a tal camiseta que os caras pretendiam vender nem era tão horrível assim. Deus perdoaria, acho.

E por falar em perdoar, que estranha a disposição total do Nick Olivieri em voltar a tocar no Queens of the Stone Age. Imagino que o tal Mondo Generator não deva ter virado nada por enquanto. Ou o traficante que abastece o cara aumentou o preço do pó. Pior que nem é tão ruim o teco do som que eu escutei do Mondo Generator. O vocal é melhor que o do QotSA e o som lembra algo de P.O.D. com um ou outro toque de Amen. Mas não dá pra dizer se a banda é isso mesmo, porque é só um trecho de música.

O fato é que não vi comentário algum do Josh Homme a respeito do autoconvite do Olivieri, mas o site de bosta do QotSA não carrega a parte de notícias (pelo menos por aqui), então não sei dizer se ele realmente preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

O parque dos dinossauros, parte IV: um dos fansites do Black Sabbath avisa que Adam Wakeman vai tocar teclados no Sabbath. A notícia é mais ou menos velha, mas achei curioso o filho do Rick Wakeman tocar com o Sabbath. O pai dele mesmo já tocou na banda, no Sabbath Bloody Sabbath e no Sabotage, sob o pseudônimo Spock Wall (o lance do pseudônimo eu não sabia, mas visto que quem passou a informação foi alguém do Whiplash, eu não me surpreenderia se não fosse bem isso). O Rick Wakeman é como a segunda vinda do El Jako: se for ver, ninguém admite que curte o cara mas, em linhas gerais, ele fez mais bem que mal no conjunto da obra. Voltando a falar sobre o filho do Rick Wakeman, me pergunto se a participação dele na nova turnê do Sabbath tem a ver com o pai dele estar rifando um dos videogames dele no Ebay.

O hype do U.D.R. continua. Quem ainda não ouviu, baixe as músicas novas dos caras e veja se ainda consegue rir. Simpatizei com a versão deles pra “Jesus Cristo” (o Senhor está em alta aqui, esses dias) e achei meio nada o reggae dos caras (“O leão de Judá não mente jamais”). Ainda faz rir.

Por ora, é isso.

 
John Gracinha é correspondente voluntário do Abacaxi e louco pra ser aceito na cena glam paulistana. E-mail: johngracinha@abacaxiatomico.com.br.

 

 

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