Ao
longo de toda a história da humanidade, algumas invenções
têm sido imprescindíveis para o progresso do mundo,
enquanto que a utilidade de outras até hoje é discutível.
Uma dos descobertas mais importantes do homem é, sem sombra
de dúvida, o cowbell. Não precisa de muita
explicação a respeito, porque acho que estamos de
comum acordo quando se diz que tudo que tem cowbell é
bom. Se tem alguém que não gosta do sino de sonoridade
mais simpática da história da música, é
batata: ou o cara é muito ruim de ouvido ou curte Dream theater.
Ninguém
acertou o quiz da coluna anterior,
por sinal. Pelo menos, o Cajabis não me repassou e-mail algum
com respostas para qual era a frase errada (era a do cowbell).
Aproveito o gancho pra dizer que agora meu e-mail é realmente
funcional. Podem mandar feedback, poesia e quantias vultosas de
dinheiro nesse
e-mail.
Apesar
da recomendação do Sukrilius, não ouvi ainda
o novo do Queens of the Stone Age, banda que eu odeio de paixão.
Não sei explicar direito porque tenho bloqueio com o som
dos caras. Talvez tenha a ver com o fato de o Kyuss ter sido uma
banda muito melhor... Alguém já disse que o QotSA
é a banda pra quem foi devagar demais pra sacar que o Kyuss
era foda, e é por aí, acho. As bandas que o vocal
do Kyuss montou depois do fim da banda, Slo Burn e Unida (principalmente
o Slo Burn) são melhores que as coisas pós-Kyuss do
Josh Homme.
O rolê
stoner do fim de semana foi etílico. No sábado e domingo,
o Ludovic
tocou com mais bandas do que eu vou me lembrar, mas a mais legal
delas, sem dúvida, foi o tal Vincebuz. O som dos caras soa
ao mesmo tempo como Cramps e Guitar Wolf, ou algo de Stooges...
O show é realmente um negócio absurdo, metanol puro.
A última vez que eu vi tanta violência foi quando a
PM reprimiu manifestação de camelôs no centro
de São Paulo. Não acredite em mim, confira.
Por
que ninguém me avisou do quão legal é o blog
do Fred Durst? A última postagem do cara lá é
uma parábola esquisita, perguntando pros fãs se, caso
houvesse uma invocação de todos os que botam fé
no Limp (palavras dele), eles atenderiam ao chamado “sobre
quaisquer circunstâncias e de todos os meios necessários”.
Se nos próximos dias você ler algo sobre atentado terrorista
contra lojas da Motorola, não se esqueça de ter lido
isso. Em tempo: reparem em como é soturna a música
ambiente no blog do Fred. Os comentários de alguns fãs
são muito engraçados, se fossem forjados não
soariam tão bons. O cara que escreve que o Limp encorajou
ele a andar de skate e não dar a mínima pro que as
pessoas pensam é animal.
E olha
um vídeo
de som novo do Life of Agony aí. Não é
ruim, mas também não é nada de mais. A dúvida
maior era saber se o novo dos caras, Broken Valley, ia
ser um disco de grunge safado ou um disco de modernoso safado. Pelo
visto, é os dois. O finalzinho pula-pula desse som é
cruel, mas já tinha umas coisas assim no disco
póstumo-de-antes-deles-acabarem-e-reformarem-oito-anos-depois.
Não sei o porquê de eu insistir com essa banda. Provavelmente,
é algo relacionado aos covers feios legais deles, como “Redemption
Song” e “Don’t You (Forget About Me)”.
Ainda
não escutei o Fantômas novo, Suspended Animation (capa
aqui),
apesar de ter baixado o disco. Pelos comentários a respeito,
está mais para Amenaza Al Mundo que Delìrivm Còrdia,
com uns lances de desenho animado no meio. Ainda não me animei
a ouvir, mas não duvido que seja bom. Mesma coisa quanto
ao 25 Ta Life novo - admito que tenho um fraco por hardcore burro
e gangueiro...
Não
sei se é novidade pra mais alguém, mas eu ainda não
tinha escutado a versão
do Minibosses pra música do Ninja Gaiden de Nintendinho.
E, dando prosseguimento à campanha “Você já
hypou o Sofa King Killer hoje?”, olha
aqui um mp3 e mais
outro deles.
Pra
quem quiser tentar gostar de SunnO))), um bom começo são
duas bandas que apareceram recentemente, Fulci e Asva. O mp3 de
“Gallows of divorce”, do Fulci, dá pra baixar
daqui,
e tecos sortidos de músicas do disco do Asva, na parte
inferior desse site. A primeira banda é totalmente inspirada
em SunnO))) e Earth (foram eles, Earth, que começaram com
todo esse lance de drone), e a segunda nem tanto, mas dá
pra sacar uma influência no som dos caras.
Dessas
duas, o Asva é a mais musical, acho, mas ainda assim não
é de fácil assimilação pra quem não
for experimentado. Fugindo um pouco do assunto, o Trey Spruance,
que tocou no King for a Day, Fool for a Lifetime do Faith
no More e tocou no Mr. Bungle (que acabou) também toca no
Asva, com outros figurões da cena doom/stoner/drone. O som
do Fulci e do Asva é arrastado e marcado pela repetição,
e vai do gosto do ouvinte achar isso algo bom ou ruim. No caso do
Fulci, eles são mais musicais e alguma coisa menos “etéreos”
que o SunnO))).
Por
ora, é isso, ou o editor aumenta o valor do meu pedágio
pra continuar a escrever aqui.
|