A
coluna desta semana quase não sai, por conta da minha exclusão
digital. Como o risco de eu voltar a viver à margem da sociedade
virtual não é pequeno, ficou um negócio escrito
meio aos trancos e barrancos. O que dá pra adiantar é
que eu pretendo, brevemente, escrever um Corra Atrás! com
algumas coisas que saíram nos últimos tempos. Adianto
que o novo do Ministry vai estar lá. A conferir.
E o
Beatallica
foi enfim enquadrado. Um fim melancólico, a banda e a idéia
não eram ruins. O que surpreende nessa história é
que o
Lars Ulrich parece disposto a ajudar os caras! A Sony/ATV chiou
com o lance das músicas dos Beatles serem regravadas pelo
Beatallica, alegando que os mp3’s no site do Beatallica “sem
a autorização ou licença expressa tem causado
e continuam a provocar dano substancial e irreparável e constituem
violação direta dos direitos da Sony/ATV”. Tudo
isso é meio inacreditável demais, principalmente por
não ter sido o Metallica quem embaçou na da banda,
já que o Lars e o próprio J. Hetfield curtiram a iniciativa.
Tem
um reggae no disco novo do Cypress Hill que é massa, chamado
“What’s Your Number?”. A letra é feia,
mas quando eles foram bons letristas e desde quando isso importou?
Não dá pra entender porque esse tipo de som não
bomba nos picos descolados. Vai ver, eu não estou saindo
tanto. Ainda não ouvi o disco novo do Cypress Hill, mas uma
fonte em cujo gosto musical eu confio me disse que os reggaes são
legais e os raps um saco. Não deixa de ser engraçado.
Parece que, a cada disco, o Cypress descobre um instrumento novo.
No Black
Sunday era o baixo, no IV,
a orquestra, no Skull
& Bonés, a guitarra com afinação
baixa... Nesse novo, deve ter sido a guitarra com afinação
padrão e as variações do acorde Fá.
Quem
acha que o celular
do Fred Durst foi mesmo hackeado e quem desconfia de golpe publicitário?
Eu vou de alternativa “b” (em tempo: recomendo não
entrar nessa página sem um firewall competente e muito menos
em ambiente de trabalho).
A essa
altura, alguém já comentou aqui sobre o lance do guitarrista
do Korn ter encontrado Jesus e saído da banda. Aposto
que todos os fãs da banda - os oito - ficaram tristes ao
saber dessa notícia.
Brincadeira.
O Korn ainda tem bastante fãs, principalmente se contar os
que não admitem ter gostado da banda na época dos
primeiros discos. Idem Slipknot e Limp Bizkit (admito que tenho
vergonha de dizer que gosto de Limp hoje, mas continuo achando o
primeiro disco fodão - a culpa é do Fred Durst). Vamos
ver se o Korn escreve um disco metendo o pau no esquema Rodolfo
que o mano que deixou a banda fez ou se continuam querendo ser o
novo Rage Against the Machine e derrubar a indústria da música
por ter subestimado (haha) eles.
A propósito
de política, fala-se muito sobre o
novo presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, do PP
de Pernambuco, pretender aumentar o salário dos deputados
federais. Até aí, tudo bem, tem mais é que
se falar mesmo, mas eu até agora não me lembro de
ler uma matéria que disse que praticamente todos os outros
concorrentes à vaga - a saber, Eduardo Greenhalgh (PT-SP),
Virgílio Guimarães (PT-MG), Jair Bolsonaro (PFL-RJ)
e José Carlos Aleluia (PFL-BA) - também defendiam
a mesma plataforma, ou pelo menos, não diziam que não
iam aumentar, o que é uma dupla negativa (e negativo com
negativo dá positivo, ensina a matemática). Parece
que o Aleluia foi o único que disse que não ia aumentar,
então faço essa ressalva de que talvez ele não
tenha prometido isso.
Enfim,
seria legal alguma matéria ter isso, até pro leitor
não ficar numas de “olha que cara sacana, se pelo menos
fosse x ou y, isso não aconteceria”. Contextualizaria
melhor o nível dos caras, acho eu, e diminuiriam as correntes
pela Internet do tipo “vamos nos levantar contra isso”
(pensando melhor, acho que não). Particularmente, me assustam
mais as posições reacionárias do novo presidente
da Câmara do que saber que o salário dos parlamentares
em Brasília vai subir de R$ 12 mil pra R$ 21 mil. Eu não
fiquei mais pobre com esse aumento, mas imagino o efeito que isso
tenha nos gastos da União.
Eu
disse que essa coluna ia ser feita aos trancos e barrancos. Por
ora, é isso. Mas, pra deixar isso aqui mais interativo, identifique
qual dessas afirmativas do mundo do roque é falsa (só
uma não é verdadeira):
•
O
The Police era melhor que o The Clash. Tudo bem que o Clash sabia
acabar uma música e não recorria tanto ao fade-out
(aquele lance de a música ir abaixando o volume até
sumir), mas Sting & cia. faziam o lance do reggae branco melhor.
•
O
Black Sabbath era melhor que o Deep purple e o Led Zeppelin. E as
duas fases do Dio no Sabbath eram piores que a fase áurea
do Ozzy, apesar do Dio cantar melhor.
•
Captain
Beefheart é muito mais legal que Frank Zappa, por mais discos
legais que o Zappa tenha lançado.
•
A
chamada crítica especializada e os fãs (que abandonaram
o barco) de new metal não falam mal de Deftones. Sabe-se
lá porquê, mas simplesmente os caras têm muita
moral. Desconfio que, do lado da crítica, tenha a ver com
o fato de a banda curtir umas coisas do naipe de Weezer, Bad Brains
e outros conceituados.
•
Dos
três vocalistas do Planet Hemp que lançaram carreira
solo, D2 é o mais fraco deles. Isso em termos musicais, não
entro no mérito de exposição/marketing. O Black
Alien e o BNegão lançaram solos muito mais legais.
•
Tudo
que tem cowbell é sinônimo de coisa ruim e merece ser
execrado.
Quem
acertar qual a afirmativa falsa ganha uma noite de luxúria
com o Cajabis. Mandem as respostas pro e-mail
dele, já que eu não faço idéia de
qual seja a senha do meu.
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