Se você acha que a música
brasileira vai mal das pernas, deveria ter assistido o VMA’s.
Primeira impressão: parece que o rock morreu
nas terras americanas. A impressão que deu foi que os shows
de rock só estiveram por lá para cumprir uma espécie
de cota mínima. Os shows do Jet (se já existe o The
Who, pra quê escutar o Jet?), Hoobastank (se já existe
o Incubus, pra quê escutar o Hoobastank?) e Yellowcard (hardcore
melódico com violino? Socorro!) foram no maior esquema “três
em um”. Muito feio, shows ruins, bandas ruins.
Outra coisa irritante foi o delay de 4 segundos
na transmissão, para fazer com que os palavrões fossem
censurados a tempo, para ninguém se sentir ofendido. Como
se ninguém soubesse que fulano estava dizendo “fuck”
em suas músicas.
No VMA’s, a campanha “lavagem cerebral
para fazer as pessoas votarem” foi tão bem sucedida
que até eu vou votar por aqui.
Marina Person estava bem na transmissão,
destilou ironia sobre os figurinos, cabelos e artistas. Mandou bem.
Mas é inacreditável a ruindade daquele Rafa.
Quase todo mundo dublou nos shows ou foi impressão
minha?
O Outkast não agüenta mais tocar “Hey
Ya” ou é impressão minha?
“Higher Ground”, com o Stevie Wonder,
foi legal.
Não vou comentar os indicados ao VMB, pois
estou com preguiça e também são os mesmos de
sempre.
Björk gravou parte de seu disco novo no estúdio
de Carlinhos Brown, na Bahia. Sem comentários.
Que fique nos laudos. O pior show da minha vida
até o momento foi o da banda Therion. Aquilo é inacreditavelmente
horrível.
O Multishow
entrou na onda de lançar DVDs de shows. O Skank estreou a
brincadeira. Mal saídos de um MTV ao vivo, me lançam
um DVD da tour do Cosmotron. Lulu Santos lançou
um MTV ao vivo com um Acústico MTV nas costas. Do
jeito que a coisa anda, daqui a pouco ninguém mais vai lançar
música inédita.
E vem aí o acústico dos Engenheiros
do Hawai. Vou me enforcar ali e já volto.
Semana que vem, prometo dar notícias úteis
e falar um pouco sobre rap.
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