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Beagá, 23 de agosto de 2004 d.C.
 
Por Indiegesto
 

Oi. Lembra de mim? Então, só estou de passagem rapidinho para falar uma ou outra bobagem e já sumo de novo.

Impressionei-me com a agilidade do departamento de marketing da Coca-Cola em apagar incêndios. Após a confusão toda com o Chorão, foi inteligente pra caramba a empresa colocar um Charlie Brown Jr. genérico e “do bem” para vender garrafinhas. Convenhamos, o Detonautas não aparenta fazer mal a um camelo.

O Morissey pode ter voltado e o pessoal feito o burburinho de sempre, mas quem está com a moral lá em cima é o Robert Smith, do The Cure. É só dar uma folheada em qualquer revista de rock e ver o impacto que o grupo teve nessas bandas jovens que o pessoal está escutando, como o AFI, Thursday e afins.

Em novembro tem disco novo do Mars Volta. Maravilha.

É impressão minha ou o “novo rock” sueco está melhor que o americano? Partindo do princípio que essas bandas do “novo rock” basicamente reciclam visuais e idéias antigas, os suecos pelo menos imitam melhor e com mais afinco.

Como eu queria ser como o John Frusciante: talentoso pacas, se ferrou todo com drogas, deu a volta por cima, gravou um disco fantástico e, no final das contas, ainda ficou com essa mulher.

Parece até saído daquela propaganda do governo, na qual pessoas que foram ao fundo do poço se reabilitam e voltam com tudo, pois têm dinheiro o suficiente para pagar tratamentos intensivos e livra-los da morte ou de uma aposentadoria precoce.

O Blood Brothers está para lançar um novo disco e colocou uma prévia do dito cujo aqui.

Max Cavalera está trabalhando em um DVD que trará cenas dele enganando um montão de gringo mundo afora com aquela sua banda.

Falando no Max, será que o disco do Nailbomb relançado esse mês poderia ser um pouquinho mais picareta?

Moby dará as caras por aqui fazendo um show só para convidados. Não me convidem.

Pelas fotos do suposto Maradona enfiando o pé na jaca em uma clínica de recuperação em Cuba, deu para sacar o porquê de nossos esquerdistas gostarem tanto daquela ilha.

Peraí, deixa eu ver se entendi. Agora o Leo Jaime é legal?

Estou com medo do disco novo da Björk.

50 Cent tocando em estádio em São Paulo? Que medo.

Eu até pensei em escrever que dá um alívio saber que as gravadoras estão deixando de criar artistas in vitro para ir atrás de bandas “de verdade”, com um tempo de estrada e com uma base de fãs. Só que daí me aparece o tal de Dogão e joga tudo por água abaixo.

Lembra quando eu falei que era bom o pessoal do rap parar com o discursinho de que é legal ser um fodido, antes que algum empresário esperto roubasse a estética e a sonoridade hip hop para ganhar dinheiro? Então, olha o Dogão aí.

O que era o Xis fazendo free style n’A Loca? Sinistro, muito sinistro.

O guitarrista Wes Borland voltou ao Limp Bizkit. Fale-me sobre fracasso.

Nesse tempo que fiquei sumido, vi um montão de show legal. Infelizmente, neste exato momento não me lembro de nada e não estou com saco para comentar.

Size Matters, novo disco do Helmet, teve seu lançamento adiado. Em tempo: todo mundo já baixou. No meu caso, achei o disco altamente broxante.

O Queens of the Stone Age já tem 18 músicas prontas para o disco novo. Algumas participações incluem o guitarrista do ZZ Top e a vocalista do Distillers (atual namorada do Josh Homme).

Esse ano sai disco novo do System of a Down.

Música nova do The Used no ar. Escute se tiver coragem.

 
Indiegesto é correspondente do ABACAXI ATÔMICO na terra da Dona Marta. E-mail: indiegesto@abacaxiatomico.com.br.

 

 

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