Oi. Lembra de mim? Então, só
estou de passagem rapidinho para falar uma ou outra bobagem e já
sumo de novo.
Impressionei-me com a agilidade do departamento
de marketing da Coca-Cola em apagar incêndios. Após
a confusão toda com o Chorão, foi inteligente pra
caramba a empresa colocar um Charlie Brown Jr. genérico e
“do bem” para vender garrafinhas. Convenhamos, o Detonautas
não aparenta fazer mal a um camelo.
O Morissey pode ter voltado e o pessoal feito o
burburinho de sempre, mas quem está com a moral lá
em cima é o Robert Smith, do The Cure. É só
dar uma folheada em qualquer revista de rock e ver o impacto que
o grupo teve nessas bandas jovens que o pessoal está escutando,
como o AFI, Thursday e afins.
Em novembro tem disco novo do Mars Volta. Maravilha.
É impressão minha ou o “novo
rock” sueco está melhor que o americano? Partindo do
princípio que essas bandas do “novo rock” basicamente
reciclam visuais e idéias antigas, os suecos pelo menos imitam
melhor e com mais afinco.
Como eu queria ser como o John
Frusciante: talentoso pacas, se ferrou todo com drogas, deu
a volta por cima, gravou um disco
fantástico e, no final das contas, ainda ficou com essa
mulher.
Parece até saído daquela propaganda
do governo, na qual pessoas que foram ao fundo do poço se
reabilitam e voltam com tudo, pois têm dinheiro o suficiente
para pagar tratamentos intensivos e livra-los da morte ou de uma
aposentadoria precoce.
O Blood Brothers está
para lançar um novo disco e colocou uma prévia do
dito cujo aqui.
Max Cavalera está trabalhando em um DVD que
trará cenas dele enganando um montão de gringo mundo
afora com aquela sua banda.
Falando no Max, será que o disco do Nailbomb
relançado esse mês poderia ser um pouquinho mais picareta?
Moby dará as caras por aqui fazendo um show
só para convidados. Não me convidem.
Pelas fotos do suposto Maradona enfiando o pé
na jaca em uma clínica de recuperação em Cuba,
deu para sacar o porquê de nossos esquerdistas gostarem tanto
daquela ilha.
Peraí, deixa eu ver se entendi. Agora o Leo
Jaime é legal?
Estou com medo do disco novo da Björk.
50 Cent tocando em estádio em São
Paulo? Que medo.
Eu até pensei em escrever que dá um
alívio saber que as gravadoras estão deixando de criar
artistas in vitro para ir atrás de bandas “de verdade”,
com um tempo de estrada e com uma base de fãs. Só
que daí me aparece o tal de Dogão e joga tudo por
água abaixo.
Lembra quando eu falei
que era bom o pessoal do rap parar com o discursinho de que é
legal ser um fodido, antes que algum empresário esperto roubasse
a estética e a sonoridade hip hop para ganhar dinheiro? Então,
olha o Dogão aí.
O que era o Xis fazendo free style n’A Loca?
Sinistro, muito sinistro.
O guitarrista Wes Borland voltou ao Limp Bizkit.
Fale-me sobre fracasso.
Nesse tempo que fiquei sumido, vi um montão
de show legal. Infelizmente, neste exato momento não me lembro
de nada e não estou com saco para comentar.
Size Matters, novo disco do Helmet, teve seu lançamento
adiado. Em tempo: todo mundo já baixou. No meu caso, achei
o disco altamente broxante.
O Queens of the Stone Age já tem 18 músicas
prontas para o disco novo. Algumas participações incluem
o guitarrista do ZZ Top e a vocalista do Distillers (atual namorada
do Josh Homme).
Esse ano sai disco
novo do System of a Down.
Música nova do The Used no ar. Escute
se tiver coragem. |