O MC-5 será uma das atrações
principais do Reading Festival deste ano. Outros confirmados até
o momento: New Found Glory, The Wildhearts, The 80s Matchbox B-lIne
Disaster, Auf der Maur, Peachers, The Bronx, The Icarus Line e The
Donnas.
Conferi o show do De Leve, rapper carioca que adoram
comparar com Eminem, etc e tal. O show é bem legal, mas ele
é oito ou oitenta. O que é bom é bom pra cacete
e o que é ruim é ruim demais. As músicas que
satirizam os clichês do rap, a industria musical e afins são
sensacionais. Já as músicas sobre mulheres parecem
um Gabriel o Pensador versão “considerado na quebrada”.
O miami pancadão que ele fez apoiando a pirataria é
genial. Um dos lemas que ele repetiu à exaustão foi
“pirataria salva”, e incentivou o pessoal a baixar o
CD pela internet. Legal, baixei.
E o
que foi o Prêmio Dynamite de Música Independente?
Foi hilário. Peguei pela metade, pois estava no show acima,
mas encontrei altos brodas como o B. Negão, que ganhou prêmio
de melhor disco de Rap. Vi a Pitty (a dama de vermelho), só
que não pude conversar com ela, parecia um extintor de incêndio.
Outro com quem eu gostaria muito de trocar idéia era o Fred
Zero Quatro, do Mundo Livre S/A, mas também não rolou.
Os shows que conferi foram: Forgotten Boys (que
assassinaram com requintes de crueldade “Crosstown Traffic”,
do Hendrix), Ratos de Porão (num meddley de “Próximo
Alvo” e “Caos”), Que Fim Levou Robin?, e Supla,
que cantou duas músicas. Mas depois do RDP, todo mundo começou
a bater em retirada para tomar o goró que a revista ofereceu.
Sem dúvida, o momento mais ridículo
do Prêmio Dynamite foi a apresentação do Que
Fim Levou Robin?. Primeiramente, se você vai tocar num lugar
tem que ter a noção de que pessoas podem não
gostar do que você faz (aumente essa possibilidade em 300%
se você for o Que Fim Levou Robin?). E lógico que,
com a quantidade de pessoas escrachadas que estavam entre os convidados,
subir ao palco era sinônimo de ser zoado. Todos estavam levando
na esportiva as zoeiras da galera, mas não o vocal do Que
Fim Levou Robin?: ao ser chamado ao palco, já subiu exigindo
respeito, que o pessoal não xingasse etc e tal. Não
precisa nem falar que o público fez EXATAMENTE O CONTRÁRIO.
Daí cantaram duas músicas que eram HORRENDAS, uma
merda. E foram apresentar o prêmio de melhor disco de música
eletrônica.
Pois bem, o pessoal não deu trégua
e continuou ironizando o grupo. Eis que o vocalista começou
a dar o maior piti, pediu para quem estivesse tirando sarro dele
que saísse “da sombra” (da arquibancada do SESC
Pompéia) e fosse resolver com ele a pendenga, xingou seu(s)
detrator(es) de “baiano” (ofensa escrota paulistana,
equivalente ao “paraíba” do carioca) e ainda
falou que foi criado na favela. Ta bom malandrão, o senhor
vai longe assim.
Afinal, quem além do Pomba (da Dynamite),
da Erica Palomino (Folha de SP) e do Camilo Rocha gosta
de Que Fim Levou Robin? Era um grupo que não serviu para
porra nenhuma, teve um sub-hit que na verdade era mais “considerado”
por ser tosco do que pela real qualidade. Quem abraça a idéia
de que eles foram precursores de algo, ou é uma anta ou é
amigo deles.
Sugiro que ano que vem convidem o Trio Los Angeles
para se apresentar, pois além de ser musicalmente superior
ao Que Fim Levou Robin?, sabe levar na esportiva situações
como essa.
O Supla se inspirou no piti do cara do Que Fim Levou
Robin? e foi levar uma com o primeiro que gritou alguma gracinha.
Daí subiu a arquibancada do SESC para encarar o cara e pedir
para ele falar “o que estava falando na escuridão”.
E não é que o cara falou?
O Supla desceu a arquibancada e continuou o show...
Não entendi uma coisa: o Lúcio Ribeiro
iria apresentar o prêmio de melhor banda internacional ou
iria recebê-lo em nome do White Stripes?
Em tempo, o Supla é gente boa pacas.
Presenciei uma das cenas mais legais do ano quando
liberaram o goró na festa. Foi uma coisa meio bolo do aniversário
de São Paulo no Bixiga. Dantesco.
Então quer dizer que a 89FM não queria
tocar a música de trabalho do Dead Fish por considerá-la
“rápida demais”? Quando você pensa que
o problema da indústria é os diretores artísticos
de gravadoras não conhecerem música, vê que
o buraco é bem mais embaixo.
O Black Sabbath voltou com o Ozzy de novo para tomar
dinheiro do pessoal que vai ao Ozzfest. Bill Ward, baterista original,
não vai fazer parte da tour, sendo substituído pelo
Mike Bordin (eterno ex-Faith no More).
Acho que estão tirando um sarro dos fãs
de Guns n’ Roses. Foi anunciada a “mais completa biografia
não-oficial” da banda, com entrevistas com todos os
ex-integrantes descendo a lenha em tudo. O engraçado é
que o livro (que tem mais de 300 páginas) está previsto
para ser lançado após o Chinese Democracy.
Ou seja, nunca.
O Kiss, que não é burro nem nada,
se juntou à Instant
Live e vai gravar e comercializar todos os shows da atual tour.
Essa empresa é aquela tal que grava os shows e já
prensa o CD na hora, assim você sai do show e já compra
o disco com a performance que acabou de assistir.
Scott Weiland afirmou que o disco de estréia
do Velvet Revolver (que ele gravou com os integrantes do Guns n’
Roses) “será tão influente quanto os Pixies
foram”. Não está na hora de levar esse cara
de volta para a clínica?
O Rush colocou online
uma versão de “Summertime Blues”, de Eddie
Cochran. Essa música fará parte de um EP intitulado
Feedback, que contará com covers de Yarbirds, Love,
The Who e Cream.
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