Lá se vão dez anos que
Kurt Cobain meteu um tiro nos cornos e nada de novo a ser dito sobre
o fenômeno Nirvana. E tome os mesmos especiais, os mesmos
comentários e as mesmas polêmicas.
É
curioso como o assunto sobre uma banda tão marcante esgotou-se
em tão pouco tempo. Para fazer um paralelo bem meia boca,
vamos tomar como exemplo o Sex Pistols: a banda teve uns três
anos de atividade e até hoje uma infinidade de material pipoca
por aí. Esse embaço todo para surgir novo material
é resultado da treta judicial da viúva com os ex integrantes
ou o material em questão não é lá essas
coisas para ser lançado? Ou vai me dizer que “You know
you’re Right” valeu toda essa expectativa que causou?
Será que o mito de Kurt Cobain resiste ao tempo?
Apesar do Nirvana ser responsável pela caça
a bandas novas por grandes gravadoras, boa parte de bandas “grandes”
americanas remetem musicalmente a bandas contemporâneas ao
Nirvana, como o Pearl Jam e o Alice in Chains. A “formula”
que consagrou a banda está esgotada ou é tão
difícil de se reproduzir?
Não
esperem que eu responda essas perguntas, pois perdi o fio da meada
e o texto está atrasado, portanto abacaxinautas: mandem
opiniões e a gente desenvolve isso decentemente.
Sobre
as velhas polêmicas sobre Kurt Cobain: foi lançado
um livro requentando a história de que Kurt foi assassinado.
O livro chama-se Love and Death: The Murder of Kurt Cobain
e trata dos mesmos assuntos que foram mostrados no documentário
Kur & Courtney. No lançamento do livro, os autores
Max Wallace e Ian Halperin, junto com o investigador Tom Grant (que
foi contatado por Courtney para encontrar Kurt durante seu desaparecimento
e aparece no filme como um dos maiores teóricos do suicídio),
tocaram uma fita em que Courtney diz a Grant sobre o marido querer
deixá-la, sobre uma segunda carta de suicídio que
não apareceu até hoje e que ela não tinha idéia
do paradeiro do marido (soube-se mais tarde que Kurt havia contatado
a esposa e que já tinha sido visto nas imediações
de sua casa).
Voltando
a falar sobre polêmica, mas em solo nacional. No mínimo
ridículo e hipócrita o auê em torno de Zeca
Pagodinho na guerra das cervejas. Particularmente, achei a campanha
genial, pois pegou uma situação que muito cervejeiro
se meteu, ou seja: experimentar a nova e voltar para a velha cerveja.
Os “formadores de opinião” que resolveram desancar
Zeca Pagodinho com o papo de que isso é mau exemplo devem
viver no mundo dos ursinhos carinhosos. Primeiro: o mau exemplo
já está logo de cara no anúncio de cerveja.
Segundo: Zeca Pagodinho é bom exemplo no quê?
O mau
exemplo que vi foi unicamente usar um alcoólatra para anunciar
bebida. Sendo bom lembrar que a única pessoa que vi se manifestar
publicamente contra isso foi a colunista Bárbara Gancia na
Folha de São Paulo - quando o “traíra”
estava pedindo para você experimentar.
Cadê esse pessoal para repreender o Ronaldo
Fenômeno, esse sim considerado exemplo por crianças
mundo afora, por fazer campanha de cerveja?
Vamos falar um pouco de música, agora?
O Beatallica,
aquela banda fantasma que faz covers de Beatles como se fosse o
Metallica tocando, disponibilizou um EP com oito músicas
para download. É divertido pacas e pode ser baixado aqui.
Eis
os confirmados para o Lollapalooza 2004, que deve ocorrer em julho:
Morrisey, Flaming Lips, Sonic Youth e String Cheese Incident. Há
rumores que Red Hot Chili Peppers, Mars Volta, A Perfect Circle,
Incubus, Taproot, Sevendust e Blindside estarão na parada.
Pink e Rene Zellweger atuarão em dois filmes
sobre a Janis Joplin. Eu hein...
Amy Lee, do Evanescence, diz odiar a gravação
de “My Immortal” do disco de estréia da banda.
É que essa gravação veio de uma demo de meados
de 1999 e acabou indo para o disco. Não é só
ela que odeia essa música.
O vocalista do The Darkness foi convidado a cantar
com o Queen em mais um dos milhões de shows comemorativos
que a banda se mete com vocalistas queima filme. Fale-me sobre oportunismo.
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